Sunday, November 17, 2013


Produção de quadrinhos em 2013

8ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos abre as portas apresentando diversidade de autores e estilos

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal
PUBLICADO EM 14/11/13 - 04h00
O Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), conhecido por ser o maior do gênero no país, possui o status que tem porque oferece, a quem percorrer o ambiente da Serraria Souza Pinto até domingo, a oportunidade de ter contato com a produção mais recente do segmento no Brasil, além de aproximar o público dos nomes e dos trabalhos consagrados ou em ascensão aqui e em outros países.

Iniciado ontem em BH, o projeto, em sua oitava edição, segue com a proposta de apresentar a cena contemporânea dos quadrinhos, injetando também nesta estímulo ao acolher diversas vertentes de tal produção artística. Um exemplo disso é a abertura constante de espaço aos autores independentes, que, de acordo com a opinião de quem expõe nessa condição ali, vem crescendo.


“Eu noto mais autores independentes desta vez e isso é o que mais me fascina. Eu fico impressionado com tantos trabalhos legais que nós descobrimos aqui, pois esses muitas vezes você não vai encontrar numa livraria”, relata Bruno Marcello, quadrinista e expositor que veio de Salvador. “Fora de Belo Horizonte, todo mundo que gosta de quadrinhos fica louco para vir para o FIQ justamente por ele ser essa grande referência. Não existe nenhuma outra iniciativa como essa no país”, reforça ele.
Para a estudante de jornalismo Rafaella Rodinitzky, acolher essa variedade de autores é um dos motivos que a leva ao FIQ. “Eu achei muito bacana poder encontrar tantas publicações que saem do universo da Marvel e da DC Comics. Isso mostra outras possibilidades desse mercado. O cenário mineiro, por exemplo, está muito bom. Temos a Lu e o Vitor Caffaggi, com o projeto ‘Laços’, que inclusive esteve presente na feira do livro de Frankfurt, na Alemanha. Para mim, o festival serve principalmente para divulgar os novos artistas”, observa a estudante.

Outros buscam emplacar um trabalho autoral e encontram no FIQ uma maneira de ganhar impulso para concluir seu objetivo. É o caso de Paulo Corrêa, que divulga no evento o projeto da HQ ‘Mirage’, atualmente inscrito na plataforma Catarse para conseguir arrecadar fundos via crowdfunding. “Eu estou trabalhando nessa história há 17 anos. Banquei do meu próprio bolso 30 páginas e agora procuro apoio para rodar as 58 restantes. Minha ideia é publicar com papel de alto padrão, com capa dura”, conta o roteirista, que adaptou recentemente o poema épico “Ilíada”, atribuído a Homero, para a linguagem dos quadrinhos.
Mostras de desenhos originais, como os do mineiro Marcelo Lélis, em destaque no festival, entre outros exibidos na exposição “Ícones dos Quadrinhos”, inspirada no livro de mesmo título, são atrações aclamadas pelos visitantes.
Residente em Santos (SP), Emílio Baraçal conta ter vindo para a cidade especialmente por causa do FIQ, que ele conheceu em 2011. De acordo com o roteirista, a mostra “Ícones dos Quadrinhos” é uma das mais agradáveis surpresas. “Achei que seria impossível eles superarem a mostra de desenhos que vi no ano passado, mas achei que a curadoria conseguiu. Nós encontramos criações originais de autores que jamais pensei que conseguiria ver”, diz.


Agenda
o quê. FIQ
quando. Até domingo
onde. Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, Floresta)
quanto. Entrada gratuita
programação completa: www.fiqbh.com.br
Fonte:

No comments: