Tuesday, November 12, 2013


 A sessão de autógrafos dos quadrinistas:


 Robert Crumb




,Quadrinista participou de palestra ao lado de Gilbert Shelton na Livraria da Vila.
Dupla veio ao Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty.

Amauri Stamboroski Jr.Do G1, em São Paulo
A sessão de autógrafos dos quadrinistas pioneiros do underground Robert Crumb e Gilbert Shelton na Livraria da Vila nesta terça-feira (10) em São Paulo terminou com uma cena inusitada.
Assinando mais livros que os quarenta incialmente combinados, Crumb se irritou em um momento e subiu em sua cadeira, escalou um corrimão e se dirigiu ao banheiro antes do encerramento oficial da sessão.
Robert Crumb (chapéu preto) e Gilbert Shelton (chapeu branco) autografam livros em São Paulo.Robert Crumb (chapéu preto) e Gilbert Shelton (chapeu branco) autografam livros em São Paulo. (Foto: Raul Zito / G1)
"Acabaram os autógrafos", disse o autor antes da fuga. O bonachão Shelton, tomando uma cerveja após ficar o dia inteiro sem almoçar, permaneceu mais alguns minutos assinando livros, sempre acompanhados do desenho de seu personagem Fat Freddy, um dos Freak Brothers.


Antes da sessão de autógrafos, os dois participaram de uma conversa de mais de uma hora, mediada pelo cartunista brasileiro Caco Galhardo, com direito a perguntas do público. Com a livraria lotada, Crumb se disse impressionado com a quantidade de pessoas que admiram seu trabalho. "Eu não entendo porque todo mundo me ama. Meus quadrinhos são tão nojentos, cheios de misantropia" brincou. "Cedo ou tarde eu acho que alguém da plateia vai se levantar e me dar um tiro".
Gilbert Shelton ao lado do quadrinista Caco Galhardo.Gilbert Shelton ao lado do quadrinista Caco
Galhardo. (Foto: Raul Zito / G1)
Shelton concordou que o assédio foi grande. "Mas as pessoas se concentravam mais no Crumb em Paraty. Era só eu colocar um boné de beisebol e óculos escuros que ninguém me reconhecia", contou em meio a risos.
Brasil 'doce e gentil'
Mais tarde, Crumb contou que ficou impressionado com São Paulo (“como vocês vivem aqui sem ficar loucos?”), mas disse que a visita ao Brasil o fez repensar seus conceitos. “As pessoas fazem muita propaganda negativa do país, preocupadas com a violência. Mas todo mundo tem sido tão gentil e doce com a gente”, elogiou.
Falando sobre seu atual endereço, a pequena cidade de Sauve, no sul da Frnça, Crumb citou um amigo, dizendo que “o sul da França é o lugar para onde os artistas vão para morrer”.
Ele voltou a elogiar as mulheres brasileiras, como havia feito anteriormente durante a passagem pela Festa Literária Internacional de Paraty. “Têm mulheres grandes, é um paraíso para o voyeur. Ainda mais com aqueles jeans apertados, saias curtas, botas, saltos altos. Não sei o que é, passei 20 anos no analista tentando entender as minhas taras”, conta.
Robert Crumb durante palestra em São PauloRobert Crumb durante palestra em São Paulo (Foto: Raul Zito/G1)

Crumb também ganhou vinis de 78 rotações, outra de suas taras, de vários fãs. “Ah, Bing Crosby, esse cara é chato”, reclamou em um momento. “Parece que aqui é Natal!”, exclamou animado na terceira vez que o ofereceram discos.
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