Wednesday, February 13, 2013


O escritor da turma 


Almir Gomes: influência que veio dos clássicos às histórias em quadrinhos 
Almir Gomes: influência que veio dos clássicos às histórias em quadrinhos

A menina e o rio é uma história destinada ao público infantojuvenil. A personagem acredita poder conversar com a natureza. A partir da fantasia, desenvolve uma amizade com um rio. Almir Gomes da Silva, 19 anos, gosta de histórias mágicas, ficção científica, suspense e aventura. Herdou o gosto das histórias em quadrinhos que costumava ler na infância e começou a escrever aos 13 anos. Entre meninos e meninas, amor ou orgulho, o que você escolheria? foi o primeiro livro de uma série de cinco destinados às aventuras de um grupo de estudantes. 


A ligação de Almir com os livros nasceu de um incentivo escolar. Foi uma professora quem apresentou o mundo das letras ao menino. Desde então, Almir faz de tudo para conseguir um livro. Fica nervoso se ouve falar de algo que estimulou os colegas e no qual ainda não colocou as mãos. “Vou aonde for para conseguir”, avisa o rapaz, frequentador das bibliotecas e sebos do Plano Piloto. Recentemente, se atracou com Grandes esperanças, de Charles Dickens, e Drácula, de Bram Stoker. Gosta dos contos de Carlos Drummond de Andrade e das poesias de Fernando Pessoa. Está lendo A sombra do vento, do espanhol Carlos Ruiz Zafon, pela quinta vez. Quando começa a enfrentar as últimas páginas de um livro sente um comichão e fica inquieto se já não tiver outro na cabeceira. Acontece que é tudo muito caro e nem a mãe, dona de casa, nem o pai, serralheiro, têm condições de sustentar o hábito.

Publicar as histórias não é algo que realmente preocupe Almir. Aliás, ele é bem parcimonioso quanto a permitir a leitura a estranhos. Só deixa os melhores amigos e a namorada — “minha maior e mais importante crítica” — lerem. E não distribui cópias para ninguém. “Sou escritor de gaveta. Meus livros ficam guardados”, brinca. Quando começou a escrever, não tinha condições nem de comprar o papel. Preenchia o verso das provas da escola com as histórias até que ganhou uma bolsa e uma viagem para Paris em um programa socioeducativo da Embaixada da França. Estudou francês na Aliança Francesa e guardou parte do dinheiro da bolsa para comprar o notebook no qual passou a digitar os livros. “Melhorou muito”, diz. Lançar A menina e o rio na Bienal foi decisão pensada e repensada. Almir finalmente topou. Achou que a ocasião era apropriada. “Fui a todas as feiras do livro. Não perco uma”, explica.

Fonte;
http://www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=12368

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