Wednesday, February 13, 2013


Até o fim do mundo

Webcomic feita por jovens cearenses fala sobre o que nos importa em situações extremas, tendo Fortaleza como cenário
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Quase três anos atrás, bem antes do burburinho gerado pela profecia Maia de que o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012, o roteirista Alyson Lacerda se questionava: diante de um evento apocalíptico, o que nos restaria? Que convenções sociais e éticas, afetos ainda conservaríamos? As perguntas se transformaram em histórias. Especificamente, um projeto de curta-metragem que virou um conjunto de microcontos até encontrar o traço do quadrinista Ramon Cavalcante e se tornar uma webcomic. Juntou-se a eles o estudante de mídias digitais Boro Lacerda, que se encarregou da interface para a Internet. Eis que nasceu Até o fim do mundo.


Como fosse um seriado, a webcomic mostra, a cada semana, um novo episódio da busca por sobrevivência de personagens como o herói Heleno, Célia – a mulher que ele ama – e a misteriosa Ana. Mas não centra o foco em um ou outro. Sob diferentes pontos de vista, a narrativa avança e retrocede no tempo, questionando sempre o que realmente importa para nós em situações extremas. E o cenário é bastante conhecido dos fortalezenses: Praça dos Leões, Avenidas Treze de Maio e Bezerra de Menezes. “É em Fortaleza porque é em algum lugar, mas não é forçado. A cidade é usada quando ela faz sentido pra própria história. Achamos personagens que moram próximo do (rio) Pajeú porque tem água perto. Assim como outro grupo se instala na Base Aérea porque é edificada”, explica Ramon. Para Alyson, falta o cearense ser retratado também num contexto mais urbano. Bancada pelo último Edital das Artes da Secretaria de Cultura da Fortaleza, a primeira temporada se encerra esta semana.

Embora originalmente não tivesse relação com a tal profecia, assim que perceberam a feliz coincidência, os três aproveitaram a chance para divulgar o projeto. “A gente pretendia lançar em agosto de 2012, mas aí o edital atrasou pra sair, a gente atrasou pra fazer também, fomos adiando. Quando a gente viu a história dos Maias, correu e inventou o dinheiro do bolso mesmo pra HQ sair nessa data (21 de dezembro)”, conta Ramon. “E a história já chamava “Até o fim do mundo’”, ressalta.

Foi a partir disso que eles criaram a fan page do projeto no Facebook. Daí veio também a ideia de criar avatares zumbis para os usuários da rede social – 544 pediram, 129 foram atendidos até agora e os mais de 400 restantes ainda receberão os seus, explica Ramon. Quando de fato foi lançada, Até o fim do mundo já havia chamado atenção não só do público que acompanha a produção nacional de HQ, mas também de quem se interessava por histórias de zumbi. Gente de várias partes do País – Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro, Aracajú, Macapá, Santa Maria – e do mundo. Segundo o acompanhamento do Facebook, a estória do trio cearense chegou a países como Estados Unidos, Taiwan, Moçambique e Noruega. De dezembro para cá, o site já contou até 75 mil acessos numa semana. Mas, quanto à continuidade, os fãs terão de aguardar o grupo conseguir patrocínio.
 
Semanal
A webcomic Até o fim do mundo foi desenvolvida em episódios semanais e divulgada através de uma fan page no Facebook, criação do roteirista Alyson Lacerda, do quadrinista Ramon Cavalcante e do estudante de mídias digitais Boro Lacerda.

MULTIMÍDIA
Confira a webcomic Até o fim do mundo em http://www.ate ofimdomundo. com.br/.
O trio também criou avatares zumbis para os usuários do Facebook.
Fonte:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2013/02/13/noticiasjornalvidaearte,3004436/ate-o-fim-do-mundo.shtml

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