Thursday, July 12, 2012

Quadrinhistas paraibanos se encontraram no Fenart

Como nas melhores convenções de quadrinhos, as filas de fãs foram enormes, demonstrando o reconhecimento e o crescente prestígio dos quadrinhos paraibanos. Essa atividade foi praticamente organizada pelo Made in PB, que já é uma referência no estado.

O grande sucesso internacional de Mike Deodato, evidentemente, deu um novo alento aos quadrinhos na Paraíba, influenciando toda uma nova geração de desenhistas e roteiristas. O Made in PB reconhece a importância do autor, no qual se miram e se guiam por sua trajetória em busca de uma oportunidade para a veiculação de seus trabalhos.

Contudo, o trabalho do grupo não se resume à cópia do estilo da moda. Os jovens têm procurado firmar um estilo próprio com uma caprichada arte com nuances que vão do desenho em preto-e-branco com contrastes em nanquim à colorização em arquivos digitais. Os roteiros também trazem a preocupação de fugir do aventuresco próprio aos super-heróis. As histórias procuram enfocar temáticas adultas com toques da problemática social.

A curadoria da 2ª Bienal de Desenho foi do artista plástico Diógenes Chaves, que além dos quadrinhos apresentou a obra de artistas de renome do desenho brasileiro contemporâneo, como o goiano Divino Sobral.

Por Henrique Magalhães (07/12/2004)

Mike Deodato Jr.




















A noite de 19 de novembro de 2004 foi memorável para os quadrinhos paraibanos. OFestival Nacional de Arte - Fenart promoveu a reunião dos autores confirmados e expoentes das HQs locais, para uma sessão de autógrafos e comunhão com o público. O motivo do encontro foi a exposição de trabalhos de Mike Deodato, Deodato Borges, Shiko e dos membros do grupoMade in PB.

Dentro da programação do Fenart é realizada a Bienal de Desenhos, que este ano deu destaque aos quadrinhos da terra, privilegiando os trabalhos expressionistas de Shiko e as aventuras heróicas das personagens desenhadas por Mike Deodato e do grupo Made in PB. Também foi prestada uma homenagem a Deodato Borges, primeiro autor de quadrinhos no estado, que lançou em 1963 a revista do Flama, personagem inspirado num programa radiofônico. No mezanino do Espaço Cultural foram montados os módulos da exposição, que ocupou uma grande área dedicada aos desenhos, pinturas e reproduções de capas de revistas em quadrinhos. Em meio à mostra, numa grande mesa, estavam reunidos Deodato Borges, Mike Deodato, os jovens do Made in PB - Janúncio Neto, Álisson, Adi, Jackson Herbert, Rick e Raoni - para os autógrafos sobre pôsteres produzidos especialmente para a ocasião e distribuídos ao público. Grupo Made in PB
Já Shiko, além de figurar com suas telas e quadrinhos, ministrou uma oficina de grafite, na qual a estética das HQs se fez predominante. Ele tem se firmado como um autor excepcional pela qualidade de seus roteiros, comumente inspirados em obras literárias; e pelo traço de uma beleza plástica e domínio impressionantes.
Pessoal da Grafite compareceu ao evento
Estas características, Shiko tem levado às suas telas em acrílica, criando outras possibilidades para a expressão de um mundo criativo só seu. Certamente, a Bienal de Desenho do Festival Nacional de Arte não poderá mais prescindir em sua programação dos quadrinhos e leituras plásticas afins. É certo que nem todas as expressões das HQs paraibanas foram mostradas no evento, mas não era a intenção fazer um inventário dessa arte no estado. Fica, portanto, a sugestão para as próximas edições: os quadrinhos de humor, as tiras, os cartuns, a caricatura, a charge também merecem ser contemplados com destaque, ainda mais porque a produção paraibana é uma expressão reconhecida nos salões do gênero no Brasil.
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