Wednesday, May 9, 2012

Uso de gibis em sala de aula incentiva o aprendizado e o gosto pela leitura

Matéria publicada em 7 de outubro de 2010


Por Cleide Quinália Escribano

Há tempos os gibis deixaram de ser apenas uma diversão para a garotada para se tornar também uma ferramenta pedagógica. Cada vez mais presentes em salas de aula, hoje eles são vistos como uma ótima opção para incentivar a leitura em quem está começando a conhecer o mundo das letras. No município de São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal (RN), por exemplo, a Escola Municipal Vicente de França encontrou nos gibis o caminho para estimular o processo de alfabetização das turmas de 1º e 2º ano do ensino fundamental. Adotado há cerca de dois anos pela professora Conceição Lourenço, o projeto Gibiteca Itinerante – Jovens Leitores, implantado na escola, vem apresentando resultados positivos já observados na avaliação dos alunos.

A professora conta que na sua época escolar a leitura de gibis era simplesmente proibida no colégio, mas ela sempre dava um jeito de escondê-los sob os livros na carteira. Com os gibis, Conceição diz que aprendeu o gosto pela leitura, despertou para muitos aspectos da vida pessoal e, atualmente, eles têm uma função importante na sua vida profissional.


“Os gibis são uma excelente ferramenta para incentivar a leitura nas crianças já que elas se identificam com os personagens. “Eles são protagonistas de situações semelhantes a dos leitores. Vão à escola, ao parque, têm medo do dentista e escovam os dentes, brincam, caem, se machucam, têm pai e têm mãe, o que possibilita uma verdadeira identificação dos alunos com a estória”, diz a professora Conceição.



Para ela, o mais interessante do projeto é que as imagens associadas aos textos permitem que o aluno atribua sentido à história, mesmo sem ainda saber ler, fazendo aumentar o seu campo de conhecimento e percepção de vida.


Nas aulas, Conceição conta com o apoio de um grupo voluntário de 12 alunos do 9º ano do ensino fundamental, que juntos com a professora procuram ajudar a criançada no processo de aprendizagem. Ao ver as revistinhas espalhadas sobre as mesas a turma já sabe que é hora de leitura. Alessandra Bernardino, 8 anos, conta que prefere a revistinha da personagem Mônica “porque ela é muito divertida e parece muito comigo”. Já o menino Elizanildo Robert de Calazans, 9, gosta mais do Cebolinha porque ele mexe muito com a Mônica.

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