Monday, April 30, 2012


Palestra de Will Eisner na Conferência do Centenário (documento histórico)

Em 1997, durante as comemorações do Centenário de Belo Horizonte, e da realização da 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos, o mestre Will Eisner foi um dos convidados para participar de um ciclo de palestras com grandes nomes da arte contemporânea.
Posteriormente essa conferência, juntamente com as demais, foi editada pela Prefeitura de Belo Horizonte numa revista homônima ao projeto "Conferências do Centenário".
Pouco tempo depois obtivemos autorização para veicular esta conferência, dada por Will Eisner em sua única visita a Belo Horizonte, e última ao Brasil.
Optamos por separar esta conferência em duas partes. A primeira você vê logo a seguir, e a seguinte será publicada amanhã.
Na primeira parte é a fala de Wil Eisner, que 13 anos depois continua extremamente atual. A segunda parte foram as perguntas do público, no encerramento da conferência que ocorreu  na sala Luminis. Espero que curtam rever essa matéria.


William Erwin Eisner é reconhecido como um dos principais artistas deste século.
Pela riqueza da trama narrativa e pelo inovação gráfica de suas histórias, a sua obra é considerada como o ponto de passagem para a modernidade das histórias em quadrinhos. Além de criador do personagem mundialmente conhecido Spirit, Eisner, em New York - A Grande Cidade, O Edifício, Dropsie Avenue, retratou em pequenas obras-primas o vida urbana contemporânea.
Professor durante doze anos na Escola de Artes Visuais de Nova Iorque, Eisner inaugurou uma reflexão sistemática sobre arte sequencial, uma estética que combina imagem e palavra.

A reflexão de Eisner è importante não apenas para a arte dos quadrinhos. Apoiado em todas as evidências eíe vê nas possibilidades abertas pela fusão entre imagem e palavra a tendência cada vez a mais presente na comunicação nos tempos modernos. Personagem da experiência urbana e , deste século, é com os olhos do futuro que Eisner nos convida à reflexão.
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O Gênio dos Quadrinhos

Cecília Pedetziai


Em primeiro lugar, estou emocionado com esta maravilhosa apresentação. Gostaria de agradecer ao prefeito Célio de Castro pelos elogios e pela oportunidade de conversar com vocês. Nem sempre é fácil falar descontraidamente com o prefeito de uma cidade grande como esta. Não conhecia Belo Horizonte, pensei que era uma pequena cidade universitária. Quando cheguei, descobre porque vocês me convidaram. Foi bem acertado ter convidado para as comemorações de seu centenário o mais antigo cartunista vivo dos Estados Unidos.
Gostaria de falar com vocês essa noite sobre o que está acontecendo agora. Nós, que trabalhamos com quadrinhos na virada de um novo século, enfrentamos uma tremenda mudança tecnológica. Acho, então, que é um bon momento para parar e avaliar de onde viemos, o que somos, o que estamos fazendo, e, talvez, olhar um pouco para o futuro. Uma das vantagens de estarmos neste negócio há tanto tempo, e com toda alma, é que se o que penso do futuro estiver errado, não estarei por aqui para me desculpar.
Na virada do século, cem anos atrás, em 1890/1895, mais ou menos, apareceram em jornais, nos Estados Unidos, as primeiras tirinhas chamadas The Yellow Kid. Nos 30 anos seguintes, ou um pouco mais, a ideia dos quadrinhos, que é a disposição de imagens em sequência para contar uma história, foi restrita a jornais diários. O quadrinho é uma forma de comunicação, através de imagens, muito antiga, iniciada na época pré-histórica. Só muitos anos mais tarde, através de uma série de imagens repetitivas, como os hieróglifos existentes nas paredes egípcias, fomos capazes de começar a transformá-las em linguagem. Na Idade Média, elas começaram a se desenvolver, a ter estilo e forma. Nossa linguagem hoje é a condensação de imagens. Portanto, não é de se espantar que, entre 1900 e 1930, as tirinhas proliferaram nos Estados Unidos, liderando, naquela época, a exportação americana de cultura popular.
Por volta de 1930, as tirinhas diárias eram mostradas em pequenas revistas, sendo a primeira famous funnies, vendida como revista de humor. E foram um sucesso imediato. Na América ou em qualquer outro país civilizado, logo que você consegue fazer sucesso com qualquer coisa, pode estar certo que outras 15 pessoas vão aparecer para imitar. E, assim, imediatamente começaram a surgir os gibis. Não os chamávamos assim naquela época, mas sim revista em quadrinhos.
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Naquele momento, como um herói, dizem, cheguei num cavalo branco, usando chapéu branco. Eu tinha terminado o segundo grau e consegui emprego na imprensa, num pequeno jornal, numa pequena revista, e fiquei sabendo que eles queriam histórias completas. E, assim, comecei a trabalhar aos 18 anos, desenvolvendo tirinhas. Como resultado disso, atribuíram a mim o nascimento do gibi, o que não é verdade. Eu participei do desenvolvimento, não 'dei a luz" às revistas em quadrinhos.
No final dos anos 30, as revistas em quadrinhos começaram a dominar a literatura popular e, naquele momento, os folhetins
começaram a desaparecer. As pulp magazines foram as precursoras do que hoje conhecemos como brochuras. Os produtores das revistas em quadrinhos estavam procurando outras histórias para serem publicadas. Mas aí, começou a revolução na era tecnológica, e os livros de quadrinhos começaram a desenvolver personagens mitológicos, tipo Super-Homem, Batman e outros heróis que nos ajudavam a sobreviver como pessoas civilizadas numa sociedade quase civilizada, numa questionável sociedade civilizada. Nos anos 40, as revistas tinham chegado a um nível tão dominado pela chamada literatura popular, que se tornaram suspeitas, como acontece hoje com a televisão. Os Estados Unidos tentaram suprimi-las ou censurá-las, por acreditar que elas tinham a ver com a delinquência juvenil ou crime. Muito parecido com o que acontece hoje com a televisão ou cinema, ou qualquer outro meio de comunicação cultural mais importante: acabam se deparando com a acusação de serem culpados pela deterioração dos costumes. Mas sobreviveram e os gibis foram se tornando cada vez mais sofisticados.
UNDERGROUND

Por volta de 1970, no oeste dos Estados Unidos, um grupo de hippies, como os chamávamos naquela época, aquele tipo de pessoa... morando em São Francisco, fumando maconha, cabelos longos, olhar paradão, rindo na hora errada, vocês sabem do que estou falando, não é? Eles começaram a fazer gibis. Eram revoltados e se denominavam underground, porque naquela época havia cerca de cem lojas de gibi no país que vendiam uma parafernália de coisas para droga, cachimbos etc. E vendiam estas revistas em quadrinhos debaixo do pano. Faziam isto porque elas eram muito rebeldes, socialmente revolucionárias, o que nos Estados Unidos é mais perigoso ainda que ser politicamente rebelde.
Mas eles estavam fazendo algo realmente fascinante. Estavam usando gibis como uma verdadeira forma literária e estavam realmente demonstrando, a seu próprio modo, que este meio, esta disposição de imagens e texto em sequência para contar uma história, tinha verdadeiro potencial literário. E mais uma vez, eu me deparei com uma grande oportunidade porque quase a vida toda acreditei firmemente que os gibis eram uma forma verdadeiramente literária de lidar com qualquer assunto.
E eles também me Interessavam porque estavam conversando sobre problemas sociais, e não simplesmente desenhando aventuras sobre heróis populares ou mitológicos, como Capitão Marvel, Batman, Super-Homem, The Flash, Homem Aranha. O Super-Homem foi criado em um momento em que o povo entendeu que o grande inimigo era o homem. Você tinha o Hitler movendo-se pela Europa, incontrolável, e a única coisa que poderia deter alguém como ele seria um Super-Homem, alguém que fosse invulnerável, imortal. Estas pessoas estavam desenvolvendo um tema que tinha a ver com a vida intrínseca de uma sociedade. Por esta época, pude vender minha companhia de publicidade, estava sem emprego, livre e, então, comecei a escrever o que chamávamos grafíc novels.
No final dos anos 70 até meados dos anos 80, as centenas de lojas de gibis chegaram a quatro mil nos Estados Unidos e, pela primeira vez, tínhamos lojas totalmente destinadas à venda de revistas em quadrinhos, que passaram a ter uma dimensão cultural totalmente nova.
As vendas em 1986 de revistas em quadrinhos tinham alcançado cerca de 160 milhões de dólares. E, por volta de 1995, as vendas nos Estados Unidos haviam alcançado 900 milhões de dólares, isto considerando-se só o atacado, o que significava que no varejo já tinham alcançado bem mais de um bilhão de dólares. Os artistas e escritores de histórias em quadrinhos, naquela época, começaram a ganhar salários muito além da média do que ganhavam os executivos cooperados. Muitos deles começaram a ser proprietários, o que acontecia pela primeira vez nos Estados Unidos.
ROYALTIES
Antes, os quadrinhos eram vendidos para o editor e abria-se mão dos direitos. Os caras que criaram o Super-homem e os que criaram o Batman, no processo de vender o artigo, venderam também qualquer direito sobre eles. Mais tarde, os artistas de quadrinhos começaram a se apropriar de seus direitos e começaram a receber royalties. Estavam de fato se tomando estrelas de cinema, tinham o status de estrelas.
Mas tinham sua própria integridade. Por volta de 1994, um livro de quadrinhos, pela primeira vez, ganhou o Prémio Pulitzer, o Arthouse de Spilgerman.
Toda a dimensão deste veículo mudou e se transformou de algo que era considerado de segunda, uma subliteratura, numa forma verdadeiramente literária. Ainda hoje não são reconhecidos plenamente, os cartunistas e artistas desta área são considerados pela elite cultural como uma espécie inferior. Eles ainda lutam para receber a aprovação cultural que, acredito, verdadeiramente merecem.
As coisas iam bem até por volta de 1995, o campo estava fértil. De repente, algo aconteceu nos EUA: o sistema de distribuição terminou num monopólio e as lojas de histórias em quadrinhos começaram a fracassar. Por volta de 1995, havia, talvez, umas 4.500 a 6 mil lojas de gibis. E isto começou a declinar, a dar para trás, por várias razões. Uma delas era que os próprios gibis se transformaram em objetos de colecionadores. Portanto, as pessoas estavam comprando gibis não por seu conteúdo, mas pela coleção. De repente, um bando de jovens que estava comprando, que havia comprado duzentos ou trezentos exemplares de um número um, de um certo quadrinho, descobriu que o editor havia impresso centenas de milhares de cópias daquele número e, portanto, quase não havia valor nenhum. Então, eles, de repente, paravam de colecionar.
COMPETIÇÃO
Mas, ao mesmo tempo, uma outra coisa bem interessante estava acontecendo no resto do mundo. Outros países, como o Brasil, Alemanha, França e Itália, começaram a criar quadrinhos com a mesma qualidade, influenciando o próprio mercado de quadrinhos e desenho animado. As vendas despencaram e os preços dos quadrinhos começaram a subir. Como eu disse, artistas europeus, latino-americanos, começaram a ir para os Estados Unidos, a enviar seu trabalho. O estilo e o nível intelectual dos quadrinhos continuaram a melhorar, apesar da queda das vendas. Atualmente (1997) existem cerca de seiscentos títulos de gibis distribuídos nos Estados Unidos. A maioria, 90%, são super-heróis ou voltados para o mundo da fantasia ou da mitologia. A competição pêlos leitores está começando a acontecer de um modo impressionante, porque temos novas tecnologias chegando nesta área.
Não apenas a chegada de filmes e vídeos tapes, mas agora temos computadores. O veículo, a transmissão da informação, está num ritmo superior ao da área de impressão. Em muitos encontros com cartunistas jovens tenho notado que eles estão convictos de que a imprensa será substituída por computadores. Eu não penso assim. O conteúdo dos quadrinhos será modificado, a impressão talvez seja modificada até certo ponto, mas, o conteúdo daquilo que nos interessa, aquilo que faz de nós, os cartunistas, os contadores de histórias, aquilo que permanece de geração após geração, que é o papel do contador de histórias, em qualquer sociedade, este permanecerá.
QUALIDADE

A velocidade que devemos transmitir a informação irá aumentar. Estamos enfrentando agora alguma coisa que o texto e as impressões iam enfrentado nos últimos 25 ou 30 anos. Hoje eu estava conversando com o prefeito sobre o fato da demanda do público por informações mais
velozes ser grande e impossível de ser atendida. E isto se dá, principalmente, pelo fato de que a quantidade de informação jogada para o público acontece tão velozmente, que é preciso ter veículos que façam isto melhor e mais rapidamente. É aí que entram os quadrinhos ou desenhos
animados, as tirinhas como eu disse e, repito, a organização de imagens em sequência para contar uma história, aparece para preencher um vácuo que foi criado pelo surgimento dos filmes, vídeo tape e computadores. Portanto, a responsabilidade agora dos cartunistas e escritores é
melhorar o conteúdo do seu trabalho para que possa corresponder às necessidades e desafios da nova geração.    sà
Os leitores não levam o que dizemos a sério. E o motivo é que, historicamente, o quadrinho se dedicou a piadas e assuntos voltados basicamente para crianças. Os quadrinhos foram sempre considerados leitura para crianças. A consequência disso é que muitos cartunistas produziam material bem estranho para crianças, caracterizando o que eu chamo de mentalidade escrava. Se você pega um escravo e diz a ele: "Olhe, você não tem futuro, você não pode fazer mais nada, você só pode ser escravo", ele só vai querer fazer isto. E só se vê fazendo isto. Agora, os cartunistas nos Estados Unidos, na Europa e aqui no Brasil, o que tenho visto durante esta viagem, estão começando a se levar a sério, o que é muito importante.
Além disto, os cartunistas levaram tempo demais se preocupando com estilo e técnica, principalmente porque os quadrinhos são um recurso visual e sua aprovação vem do trabalho artístico. Quantas vezes fui a um seminário e ouvi alguém dizer: "Acabei de ver seu trabalho, seu traço é bonito". E eu fico querendo que ele me fale da história. Mas é muito difícil para um cartunista jovem, ou um jovem artista, ignorar este tipo de elogio. Portanto, a sua tendência é não se empenhar tanto na história ou na mensagem, nem sente a responsabilidade do que é transmitir uma história.
RECICLAGEM

Eu tenho vindo ao Brasil várias vezes e tenho conhecido cartunistas. Houve uma época que eu só respeitava dois cartunistas brasileiros: Ziraldo e Jaime Cortez. Eles eram os dois únicos cartunistas que eu conhecia no Brasil. Hoje, durante a exposição, fiquei surpreso com a qualidade e a dimensão do trabalho. É como ver uma flor desabrochar. Acima de tudo, é a impressão que tive de um país que está acima da média mundial. E, acredito, logo, logo, os artistas brasileiros vão impressionaro mundo, como aconteceu com outros cartunistas do passado.
Muitos cartunistas também pensam em termos de escrever para o mercado e se desculpam por estar fazendo alguma coisa pobre, talvez o mesmo tipo de desculpa que o pessoal da pornografia dá quando usa pornografia infantil: "Estou oferecendo para eles o que eles querem." Para mim, esta sempre foi a desculpa mais furada. Este pensamento é quase criminoso, porque trai o fato de que o próprio artista não tem nada a dizer. A propósito, quando falo artista ou escritor, refiro-me a artista e escritor como uma única pessoa. Hoje, é muito difícil, particularmente nos Estados Unidos, onde tantos quadrinhos são produzidos, um artista que é desenhista, escrever e desenhar ao mesmo tempo. Isto é economicamente muito difícil para ele. Poucos fazem isto. Pessoas como Ziraldo, Frank Miller, nos Estados Unidos, e poucos outros, como Spielgeman, ainda estão continuando a escrever e desenhar. Os demais, como consequência, estão trabalhando com escritores e, portanto, passaram a se considerar desenhistas, nada mais. E, assim, perdem o senso de responsabilidade pelo conteúdo de seu trabalho.
O que está acontecendo nos Estados Unidos é uma reciclagem de personagens. Quando comecei com gibis, não havia antecessores, não havia escola de arte ensinando quadrinhos, não havia livro de quadrinhos antes de mim. Portanto, eu e as pessoas que começaram comigo estávamos trazendo para o mundo dos quadrinhos os personagens que buscávamos na literatura clássica. Sempre fui um grande admirador dos contistas, romances clássicos. Então, trouxemos estes personagens para os quadrinhos. Na década de 50, não era mais necessário que os cartunistas iniciantes se baseassem nos clássicos porque já havia todo um desenvolvimento neste campo. O que eles estavam fazendo era melhorar aqueles super-heróis anteriores. Portanto, muito tempo e esforço foi gasto para tornar os super-heróis cada vez melhores e mais poderosos. A natureza do material dos últimos trinta ou quarenta anos perdeu algo de sua principal originalidade, e o próprio campo começou a se dividir novamente entre aqueles artistas que estavam trabalhando para produzir cada vez mais super-heróis ou diversão, que estavam, como eu disse antes, oferecendo o que eles querem, e aqueles artistas que estavam seguindo os cartunistas underground, que estavam produzindo literatura com conotação social.
Vocês têm de entender que os cartunistas são essencialmente observadores. Eles reagem, respondem aos modelos sociais e os congelam. Eu diria, para fins de definição, que um quadrínho é uma forma impressionista, uma arte impressionista. Quando eu digo que Picasso é um grande cartunista, sei que isto enfurece um tanto de gente. Mas a verdade é que ele era capaz de pegar a forma humana e reduzi-la a uma imagem simples. E é isto que é o quadrínho.
E hoje nós estamos no início de uma nova era. Estamos em direção ao futuro. Bom, primeiro quero garantir a vocês que haverá futuro. Podem apostar nisso. Sua dimensão é que é o questionável com a chegada de uma tecnologia veloz para a transmissão de ideias. A tecnologia depende largamente, ou depende muito, das imagens. E imagem que se transmite na velocidade da visão. Quando você lê uma palavra num livro, você a converte numa imagem. Para digeri-la, você a converte numa imagem visual. E assim, a televisão e o computador estão oferecendo isso ao leitor, que ele não pode absorver, digerir, a não ser congelado em pequenos segmentos. E aí, é claro que os quadrinhos ganharam espaço na imprensa. Se a imprensa vai desaparecer ou não é algo que eu não tenho certeza, que não posso prever. Mas sei que a técnica ou habilidade de organizar imagens numa sequência para nos contar uma história continuará a existir. E a habilidade, que nós cartunistas, artistas, escritores, iremos desenvolver, estará centrada na habilidade de manusear aquelas imagens para contar uma história. Os contadores de histórias estarão conosco enquanto existir civilização, enquanto as pessoas tiverem que aprender a viver em sociedade.
Porque, historicamente, esta é a função dos contadores de histórias e é isto que somos. Nosso trabalho é contar uma história para ajudar as pessoas a lidar com a vida social, ajudar a promover a moral e estabelecer relações entre elas, ajudá-las a tomar decisões sobre a interação humana.
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