Wednesday, December 28, 2011

Melhores de 2011: Quadrinhos

Em 2011, a DC Comics decidiu arriscar anos de suas histórias relançando todos seus títulos a partir do número um. O que seria um reinício de quase todo seu universo, passando a borracha em tudo que foi feito até agora, e que na verdade não era mais do que uma estratégia comercial, causou polêmica, amedrontou e surpreendeu a maiorias dos fãs e leitores de quadrinhos.
Após Flashpoint, saga que deu início a essa história toda, algumas partes da linha do tempo dos super-heróis sofreram algumas mudanças, enquanto outras permaneceram intocadas. Sendo assim, não foi um reboot completo, só mais uma repaginada para arrumar a casa, como afirma a editora. Flashpoint também reuniu alguns personagens da Wildstorm e da Vertigo, que agora fazem parte integral do Universo DC.
Pode-se dizer que foi um sucesso, pelo menos nos últimos quatro meses. Num mercado que preza pela venda das edições, a Marvel finalmente perdeu o posto de maiores vendas mês-a-mês. Além disso, uma nova era de quadrinhos digitais começou e as duas editoras foram quase obrigadas a acompanhá-la.
Das séries mensais que mais chamaram a atenção, Batman continua sendo uma das melhores, graças à história de Scott Snyder (um dos melhores quadrinistas do ano) e a arte sombria de Greg Cappullo. Além é claro dos outros grandes nomes da editora, como Liga da Justiça, o carro chefe do “reboot”, com Geoff Johns e Jim Lee, as cabeças por trás de tudo;  Aquaman, que ganhou a atenção especial de Johns e Ivan Reis, pelo belo trabalho que haviam feito em Lanterna Verde;  Superman e Action Comics, responsáveis por darem uma cara nova ao Homem de Aço; Mulher Maravilha, que tem se saído maravilhosamente bem nas mãos de Brian Azzarello; Flash, cuja arte e história de Francis Manapul concorrem com a de Batwoman como verdadeiras obras de arte todo mês; Lanterna Verde, ainda nas mãos de Geoff Johns e com Sinestro de volta ao posto de Lanterna Verde; Batman e Robin, segundo melhor título da batfamília, com o filho do Batman, Damian, como Robin; Monstro do Pântano, um dos personagens da Vertigo que se juntaram ao UDC, também pelas mãos de Scott Snyder; All-Star Western, trazendo duas boas histórias de faroeste todo mês; Frankestein, Agente da S.O.M.B.R.A e Demon Knights, dois títulos que fazem parte da grande variedade de quadrinhos não-super-herói que têm impressionado a maioria dos fãs e Animal Man, que tem feito enorme sucesso, mas não me impressionou.
Enfim, para aqueles que desejam acompanhar a saga aqui no Brasil, a Panini já tem planos para janeiro do próximo ano, começando com Ponto de Ignição, como foi chamada Flashpoint. Os títulos acima são aqueles que tenho acompanhado, mas tendo dado uma olhada nos Novos 52desde o início, com certeza você irá achar algo que lhe agrade.
Outros destaques: o quadrinho brasileiro no geral.
Daytripper, dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, poderia facilmente estar no posto de melhor do ano. A obra conquistou muitos fãs e prêmios, tanto lá fora, como aqui no Brasil. Entretanto, não foi uma única obra de dois brasileiros que chamaram a atenção, 2011 também foi o ano de redescobrir os quadrinhos nacionais. Rafael Grampá e Rafael Albuquerque são outros dois nomes que chamaram atenção com seus trabalhos, promovendo eventos e discussões sobre como ajudar a melhorar a nona arte. Assim, pareceu mais correto evidenciar o talento de todos esses autores da mesma maneira, na esperança que o próximo ano traga ainda mais felicidades para o mercado de quadrinhos brasileiros.
Cisma dos X-Men e Ultimate Comics: Spider-Man são os únicos destaques da Marvel desse ano. A Casa das Ideias não teve um ano muito bom, na verdade, já que Fear Itself ficou um pouco ofuscada pela estratégia da concorrente. Não deixe de ler o review do Novo Ultimate Homem-Aranha e espere para ver o que 2012 vai trazer para os X-Men.

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