Thursday, December 15, 2011

Balanço 2010: em Brasília, os independentes

capa da Samba 2 e Evandro Vieira no Rio ComiCon 2010

Saber a opinião de quem produz quadrinhos em Brasília não é muito difícil. Duas fontes para esta pesquisa foram Evandro Vieira e a galera da revista Samba (leia-se Lucas Gehre, Gabriel Mesquita e Gabriel Góes). Para todos eles o ano de 2010 foi bom. “A cada ano, a situação das HQs vem melhorando. O nível artístico está maior e a qualidade gráfica das publicações também acompanham esse crescimento”, responde Evandro.


“Pra gente foi melhor, fizemos a SAMBA 2, maior, mais bonita e com óculos 3D, pra gente foi um ano de crescimento. Pros quadrinhos no Brasil, principalmente a produção nacional, achamos que foi melhor, mais títulos, mais editoras publicando jovens artistas, mais produtores independentes aparecendo na cena”.


Além da Flip e da Rio ComiCon, os candangos destacam a boa safra de HQs independentes como a “Golden Shower”, a “Prego #4” e o “Ano do Bumerangue”, além das publicações do novo selo da Companhia das letras, “que está com um projeto legal de novos quadrinhos nacionais”, definem os sambistas.


DUAS VISÕES SOBRE DINHEIRO PÚBLICO
E o que eles acham da atuação do governo em 2010 estando no centro das decisões políticas? Na visão do trio da Samba, “parece estar tudo mais ou menos na mesma, fora aquela história dos quadrinhos que são comprados pelas escolas, que já tá velha, não sabemos de nada novo. Mas é legal ver que mesmo sem uma política de governo, ou apoio do governo, o mercado e a produção continuam crescendo. Significa que é possível produzir e publicar mesmo sem um suporte governamental direto, o que é bom pro mercado”.

Ponto de vista diferente de Evandro, cuja HQ da banda Quebraqueixo recebeu uma verba pública e virou um livrão de capa dura com CD e poster. “Fez  sucesso no Rio, vendi 33 dos 35 que levei pro RioComicon. Os outros dois eu dei pro Manara e pro Ziraldo”. Na opinião do músico, escritor e dublê de quadrinista, “quando artistas recebem verbas públicas de incentivo, a qualidade das HQs tende a melhorar. O artista se sente valorizado e trabalha com mais segurança”.

PENSAMENTOS IGUAIS
No entanto, todos têm a mesma expectativa para o ano que vem. “Que os quadrinhos independentes ganhem mais força e visibilidade”, dispara Evandro. “Esperamos continuar crescendo, e que o mercado e a produção também, esperamos conhecer mais gente que faz quadrinhos e que gosta de quadrinhos, planejamos pelo menos dois lançamentos para 2011”, revela o pessoal da Samba. “E queremos também nos surpreender, descobrir coisas novas incríveis, porque a gente sabe que existe um monte de coisa aí que ninguém conhece e que pode aparecer e quebrar tudo”.

Fonte:
http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php?itemid=24994

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