Saturday, October 8, 2011


Menina "congelada no tempo" pode ser chave para envelhecimento
09 de maio de 2010  11h12  atualizado às 12h31

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Brooke Greenberg, com 16 anos de idade, ao lado de sua irmã Carly, de 13. Foto: Reprodução
Na imagem de arquivo, Brooke Greenberg, com 16 anos de idade, ao lado de sua irmã Carly, de 13
Foto: Reprodução

Cientistas americanos esperam obter novas perspectivas sobre os mistérios do envelhecimento através do sequenciamento do genoma de uma menina de 17 anos que tem o corpo e o comportamento de uma criança pequena. Brooke Greenberg tem idade para dirigir e no próximo ano vai ter idade suficiente para votar - mas no peso e na altura, ela ainda é do tamanho de uma criança. Um estudo preliminar de seu DNA indicou que a sua incapacidade de crescer pode estar ligada a defeitos nos genes que fazem o resto da humanidade envelhecer. As informações são do Timesonline.
Se confirmada, a pesquisa pode dar aos cientistas uma nova compreensão do envelhecimento e até mesmo sugerir novas terapias para doenças ligadas à velhice. "Pensamos que ela tem uma mutação nos genes que controlam o seu envelhecimento e desenvolvimento, de modo que parece ter sido congelada no tempo. Se conseguirmos comparar o seu genoma com a versão normal, então poderemos ser capazes de encontrar os genes e ver exatamente como controlá-los", dizem os cientistas.
O caso da adolescente será o foco de uma conferência na Royal Society, em Londres. Uma série de descobertas científicas já mostrou que o ciclo de vida de muitos animais pode ser dramaticamente prorrogado com alterações em um único gene.
Em um estudo recente, Eline Slagboom, professor de epidemiologia molecular na Universidade de Leiden, na Holanda, coletou dados em 30.500 pessoas em 500 famílias de longa duração para encontrar os fatores metabólicos e genéticos que os tornam especiais.
"Essas pessoas simplesmente envelhecem mais devagar do que o resto de nós", disse ela. "Sua pele é melhor, eles têm menos risco de doenças da terceira idade como diabetes, doenças cardíacas e hipertensão, sua capacidade de metabolizar os lipídios e outros nutrientes, é melhor. A pergunta é: o que está controlando todas estas diferentes manifestações do envelhecimento?
"Até agora, as evidências sugerem que pode haver apenas poucos genes no comando. Se pudermos descobrir onde estão e como eles funcionam, poderemos abrir caminho para novas terapias contra doenças do envelhecimento", diz a pesquisadora.
Walker e outros pesquisadores, incluindo Kenyon, acreditam que a descoberta da causa da condição de Brooke poderia ser uma maneira de apontar alguns desses genes. Superficialmente, Brooke, que vive com seus pais Howard e Melanie Greenberg e suas três irmãs em Reisterstown, um subúrbio de Baltimore, está congelada no tempo. Ela olha e age como se ela fosse uma criança pequena.
Brooke mostrou alguma evolução, mas nunca aprendeu a falar e ainda tem dentes de bebê. A jovem, também sofreu uma sucessão de problemas de saúde com risco de vida, incluindo os acidentes vasculares cerebrais, convulsões, úlceras e problemas respiratórios - como se ela estivesse ficando velha, apesar de não crescer.
Howard Greenberg, o pai de Brooke, disse que queria que a investigação sobre o genoma fosse realizada na esperança que possa ajudar outras pessoas. "Brooke é apenas uma criança maravilhosa. Ela é muito pura. Ela ainda balbucia como um bebê de 6 meses de idade." "Nossa hipótese é que ela está sofrendo de danos no gene ou genes que coordenam a forma como o corpo se desenvolve", disseram os pesquisadores. "Se nós podemos usar seu DNA para descobrir qual o gene mutante, então podemos testá-lo em animais de laboratório para ver se é possível alterar o mesmo".
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