Saturday, September 10, 2011


Bagulhar: Celeiro das Antas
30 e 31/8, às 18h
Teatro Goldoni
Entrequadra 208/209 Sul (entrada pelo Eixinho) - Fone: 3244-3333
Sob direção de Denis Camargo e Ana Flávia Garcia, os atores José Regino e Elison Oliveira (revelado durante uma oficina de clown ministrada por Zé Regino em Samambaia) dão vida à história de dois moradores de rua que lutam para sobreviver. Os dois conseguem extrair graça do drama humano de quem vive na miséria absoluta e precisa disputar um pedaço de pão ou um agasalho. O trabalho teve como inspiração uma tese de doutorado defendida pela bailarina e coreógrafa Kênia Dias, na Universidade de Brasília, sobre o cotidiano de moradores de rua.

José Regino é um dos fundadores do Celeiro das Antas Companhia do Riso, grupo de atividade estável em Brasília. Com sede em Taguatinga, a companhia, criada em 1992, é responsável por encenações marcantes como Moby Dick, A História do Balão Vermelho e À Luz da Lua, Os Punhais, com os quais se apresentou em vários lugares do Brasil. Atualmente, o grupo dedica-se à pesquisa da linguagem do clown e da relação entre atores e bonecos.
Páginas Amarelas: Companhia B de Teatro
31/8 e 1/9, às 18
Teatro Garagem
W-4 Sul, Quadra 913 - Fone: 3445-4400
Com uma dramaturgia não-linear e tendo como provocação a linguagem fragmentada e acelerada das histórias em quadrinhos, o espetáculo apresenta uma história divertida. Na cave de uma alfaiataria abandonada, uma banda ensaia durante três horas por dia, todos os dias, há 29 anos, sem nunca se apresentar em público. Inspirado na obra quadrinística A Pior Banda do Mundo, de José Carlos Fernandes, a peça se desdobra em várias situações: um casal que dança (cada um) ritmos distintos numa mesma dança, um jogo de cartas de baralho com jogos diferentes numa única partida, um compositor que nunca consegue terminar sua música. A direção é de Kênia Dias.

A Companhia B de Teatro foi formada no final de 2005 por atores que na época estavam se graduando no curso de Artes Cênicas na Universidade de Brasília. A proposta do grupo está na investigação corporal do ator a partir do contexto criativo visual e narrativo dos quadrinhos. Para a montagem de Páginas Amarelas, o grupo contou com a colaboração de Hugo Rodas, Sônia Paiva, Jesus Vivas, Roberta Matsumoto e orientação corporal de Giselle Rodrigues e Kenia Dias.
Diário do Maldito: Grupo Teatro de Concreto
31/8 e 1/9, às 22h
Teatro Oficina do Perdiz
SCRN 708/709, bloco D, lotes 8 e 10 - Fone: 3273-2364
Resultado de dois anos de pesquisa sobre o universo de Plínio Marcos e com direção de Francis Wilker, o espetáculo foi criado a partir de improvisações a respeito da vida e obra do dramaturgo paulista e suas conexões com Brasília. O público é recebido num bar onde conhecerá diversas histórias e personagens que descrevem a trajetória divertida e comovente de um Poeta, que sempre dedicou sua obra à denúncia social, mas que agora, pensa em parar de criar. Inconformados com a situação, seus personagens invadem a cena para cobrá-lo.

O Grupo Teatro de Concreto foi formado em 2003, durante montagem do espetáculo Sala de Espera, dentro do ambiente acadêmico da UnB. A peça foi encenada para o público de Brasília, Goiânia, Curitiba e Barreiras. Com o objetivo de aprofundar-se no universo da pesquisa, o Teatro de Concreto decidiu dedicar-se à investigação da obra de Plínio Marcos.
O Homem na Parede: baSiraH (DF)
5 e 6/9
Sala Martins Penna
Teatro Nacional Claudio Santoro
Endereço: Eixo Monumental - Fones: 3325-6239 e 3325-6256, das 12h às 20h.
Criado em 1999, o espetáculo aborda os diversos comportamentos fanáticos propagados pelo mundo na virada do século. Auxiliada pela pesquisa e pelas leituras do sociólogo Solymar Cunha, a coreógrafa Giselle Rodrigues partiu com os dançarinos para uma pesquisa sobre situações marcantes da contemporaneidade, como a tensão extremista nas culturas árabes, a repressão às mulheres, os surtos psicóticos nos Estados Unidos que acabam em chacinas e, no Brasil, a multiplicação das igrejas prometendo milagres e transformando a liturgia em show de televisão. Mas toda essa realidade é apresentada sem moralismos ou julgamento de valor.

O Basirah Núcleo de Dança Contemporânea foi fundado em 1997, sob a direção de Giselle Rodrigues (ex-integrante do grupo Endança de Brasília) e Yara de Cunto (fundadora do corpo de baile do Ballet Guaíra de Curitiba). Em 10 anos de atividade, realizou diversas montagens marcantes como Sebastião, UROBOROS, Eu só existo quando ninguém me olha, e De água e sal.
A História de Jerry e o Cachorro: Grupo (A)Muleta
2 e 3/9, às 18h
Teatro Garagem
W-4 Sul, Quadra 913 - Fone: 3445-4400
Escolhida uma das dez melhores peças em cartaz em São Paulo, durante temporada em março deste ano, a peça é livremente inspirada em A História do Zoológico, de Edward Albee. Sob direção de Diego Bressane, estão no palco os atores Rodrigo Fisher e Márcio Minervino. Numa ensolarada tarde de domingo, duas pessoas de realidade opostas se encontram e têm uma conversa intensa e cheia de detalhes sórdidos. É a partir desse encontro que Jerry, um homem solitário e entediado da relação que mantêm com as pessoas, encontra o pacato Peter, um homem bem casado e bem-sucedido. Ao final desse encontro, a realidade de nenhum dos dois será a mesma. O espetáculo é desaconselhável para menores de 16 anos.
O grupo (A) Muleta surgiu na Universidade de Brasília, em 2003, com o propósito de estudar a arte de interpretar, através da pesquisa e do treinamento dos atores. Seu primeiro espetáculo, A História do Jardim Zoológico (ou A História de Jerry e o Cachorro), foi indicado ao Prêmio SESC em diversas categorias e acabou levando o de melhor ator para Márcio Minervino. Em fevereiro e março de 2007, a peça fez temporada no SESC da Paulista, São Paulo, e foi classificada entre as dez melhores peças em cartaz, segundo a revista Veja.
Contos de Alcova:
4 e 5/9, às 18h
Teatro Goldoni
Entrequadra 208/209 Sul (entrada pelo Eixinho) - Fone: 3244-3333
Segundo trabalho da atriz e diretora Miriam Virna sobre a obra Decamerão, de Giovanni Boccaccio, o espetáculo apresenta a encenação de três contos cômicos que tratam do universo da alcova, sempre com muito humor e picardia. Estão em cena situações envolvendo fé e atração sexual, esperteza e ingenuidade, infidelidade e crendice, entre vários outros elementos que têm feito a delícia desta obra durante centenas de anos. Em cena estão os atores Adalto Serra, Camila Meskel, Natássia Garcia, Similião Aurélio e William Ferreira, com participação especial de Miriam Virna. A música é executada ao vivo, com participação do violonista e guitarrista Rodrigo Bezerra.

Autor e poeta italiano, Giovanni Boccaccio (1313-1375) foi um importante humanista, autor de um grande número de obras, incluindo Decamerão, Visão Amorosa e Mulheres Célebres. Foi ainda o primeiro a ler "A Comédia", obra de Dante Alighieri, que ele renomeou de A Divina Comédia, por ter ficado completamente fascinado com a obra. O Decamerão fez de Boccaccio o primeiro grande realista da literatura universal. Fascinada pela obra, a atriz e diretora Miriam Virna já encenou, antes de Contos de Alcova, o espetáculo Decamerão.
Traços ou Quando os Alicerces Vergam:
4 e 5/9, às 18h
Teatro Garagem
W-4 Sul, Quadra 913 - Fone: 3445-4400
Inspirado em dois romances da escritora Ana Miranda, Noturnos e Clarice, apresenta um solo da atriz Alice Stefânia sob direção de André Amaro. O espetáculo promove uma fusão de referências do universo taoísta (tema da tese de doutorada da atriz na Universidade Federal da Bahia) e do teatro caleidoscópio, com o qual o diretor vem trabalhando. A peça conta a história de uma mulher solitária, confinada em seu apartamento no alto de um edifício, durante a última noite do ano.

Alice Stefânia é atriz formada pela UnB, com larga trajetória em Brasília. Já participou de montagens como Medida por Medida (Shakespeare), com direção do inglês Paul Heritage, e O Olho da Fechadura (Nelson Rodrigues), dirigido por Hugo Rodas, integrou grupos de pesquisa, como Tribo Atrito, a banda cênico-musical As Virgens de Capricórnio, o grupo de pesquisa Corpos Informáticos e a Cia. Piramundo. Recentemente, passou dois anos em Salvador fazendo as disciplinas do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. André Amaro é ator formado pela Fundação Brasileira de Teatro, onde estudou com a atriz Dulcina de Moraes. Tem mais de 20 anos de atuação e já encenou mais de 50 peças da dramaturgia nacional e estrangeira. Em 1994, criou o Teatro Caleidoscópio, com o qual já encenou 14 trabalhos, entre eles o premiado Cascudo, incursão na obra do grande foclorista Câmara Cascudo.
A Conferência: Adeilton Lima
1 e 2/9, às 18h
Teatro Goldoni
Entrequadra 208/209 Sul (entrada pelo Eixinho) - Fone: 3244-3333
Escrito e interpretado pelo ator Adeilton Lima e com direção de Cláudio Chinaski, o monólogo é marcado pela indignação. Estudioso do teatro de Antonin Artaud, Adeilton se serve de muito humor, ironia e sátira para comentar questões como a globalização, a burocracia, a corrupção. São 50 minutos de uma conferência que remete às conferências desconcertantes de Artaud.

Ator e mestre em literatura, Adeilton Lima desenvolve um amplo trabalho de divulgação da poesia brasileira, que inclui a gravação de CD e declamação de poemas. O ator tem se marcado por criar os próprios textos que apresenta, apesar de participar também de montagens teatrais de outros diretores de Brasília. A Conferência é resultado de um curso de dramaturgia promovido pela Funarte, em 2004, sob a orientação da dramaturga Ísis Baião.
Abril:
7 e 8/9, às 18h
Teatro Goldoni
Entrequadra 208/209 Sul (entrada pelo Eixinho) - Fone: 3244-3333
Duas mulheres reagem de maneira diferente à passagem do tempo. O espetáculo destaca o dinamismo da realidade e a leveza da poesia que pode ser encontrada no cotidiano. Em cena estão Luciana Mauren e Natássia Garcia, sob direção de Cintia Carla.

O encontro das duas atrizes se deu dentro da Universidade de Brasília, em 2003, quando deram início a uma pesquisa sobre o “tempo” como tema para a concepção de um espetáculo. Posteriormente, o trabalho se transformou no projeto de diplomação. Abril estreou em março de 2006 e no mesmo ano recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de melhor direção e melhor atriz (para Natássia Garcia).

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