Friday, August 26, 2011

A presença de Dilma no Top 3 das mulheres poderosas do planeta pode ser um reflexo do bom momento do Brasil no cenário internacional


O questionável bronze de Dilma na lista da Forbes

Segundo a 'ForbesWoman', apenas Angela Merkel e Hillary Clinton estão acima da presidente brasileira. Por Felipe Varne

26/08/2011 | Enviar | Imprimir | Comentários: 11 | A A A
“Nossa lista reflete os caminhos diversos e dinâmicos em direção ao poder para as mulheres hoje, seja liderando uma nação ou definindo a pauta de questões críticas da nossa época”. Foi com essa frase que Moira Forbes, presidente e editora da ForbesWoman, justificou a lista das cem mulheres mais poderosas divulgada na última quarta-feira, 24. O Brasil aparece duas vezes na lista: com a modelo Gisele Bündchen na 60ª posição, e com a presidente Dilma Rousseff, que foi considerada a 3ª mulher mais poderosa do mundo, atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel, e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
A presença de Dilma no Top 3 das mulheres poderosas do planeta pode ser um reflexo do bom momento do Brasil no cenário internacional. A imprensa estrangeira que hoje celebra a presidente é a mesma que, anos atrás, transformou Lula em um símbolo de uma nova América Latina, e no principal rosto dos países emergentes. Ao assumir — cercada de uma enorme desconfiança — a maior economia do Hemisfério Sul, e se tornar a primeira mulher a governar o Brasil, Dilma certamente conseguiu assegurou seu lugar na lista (vale lembrar que a mulher mais poderosa do mundo, Angela Merkel, é, para todos os efeitos, a líder da União Europeia). A presidente evitou se posicionar como um mero fantoche de Lula, e vem recebendo elogios por sua chamada “faxina” no ministérios brasileiros.
No entanto, os critérios utilizados pela ForbesWoman, ainda permanecem um mistério. Sim, é verdade que Merkel, Clinton e Dilma têm as missões mais difíceis, e se destacaram na política mundial. Mas a 11ª posição traz a cantora Lady Gaga, que embora influencie multidões de fãs, e arrecade milhões no combate à Aids não é exatamente o tipo de pessoas que toma decisões que afetam diretamente a vida dos outros. E mesmo no cenário político, Dilma pode ter mais poder nas mãos, mas certamente tem menos influência que figuras como a republicana Sarah Palin (34ª) ou a ativista birmanesa Aang San Suu Kyi (26ª); uma tarefa mais fácil que a da diretora do FMI, Christine Lagarde (9ª), e uma arrecadação financeira menor que a de figuras do mundo do entretenimento como a apresentadora Oprah Winfrey (14ª) e a atriz e humanitária Angelina Jolie (29ª).
Caro leitor,
Qual sua opinião sobre a presença de Dilma Rousseff na lista das mulheres mais poderosas do mundo?
De que maneira a alta posição da presidente pode trazer bons reflexos para o Brasil?
A lista utilizou os critérios corretos para avaliar o poder das mulheres?
Fonte:

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