Monday, August 1, 2011

Como fazer um gibi


Para desenhar os quadrinhos é preciso, além da 
inspiração, conhecer algumas técnicas
Se você tem uma idéia incrível para uma história em
quadrinhos, já está a meio caminho de conseguir fazê-la. Mas 
há etapas a serem cumpridas antes de seu gibi ser um 
sucesso. Veja.

  
1. Criação dos personagens 
Dos protagonistas aos tipos secundários, o autor precisa planejar tudo, para não 
cair em contradição mais tarde. O ideal é ter em mente cada personagem, com a 
personalidade, o aspecto físico, o estilo das roupas, os vícios e as virtudes. 
Nessa fase, o artista deve desenhar cada um dos tipos em posições variadas e 
om expressões faciais bem marcadas. Treinando o seu traço não haverá perigo 
de, ao longo da história, o personagem ficar irreconhecível. 
2. Argumento e roteiro 
O argumento é a idéia geral da história, com começo, 
meio e fim. Quando é trocado em miúdos, tem-se o 
roteiro, que deve ser planejado quadro a quadro. Nessa fase as páginas são 
diagramadas, as cenas descritas e os diálogos finalmente definidos.  
3. Desenho
A lápis, as linhas de todos os elementos das páginas 
são marcadas  personagens, cenários, balões (já no 
caso dos textos, escritos a lápis), onomatopéias 
(palavras que reproduzem sons naturais, como 
Tchibum! Pou! Crás! ) e os contornos dos quadrinhos.  
4. Letras 
Com tinta nanquim (seus alunos podem usar uma caneta 
hidrográfica preta de ponta fina), o texto dos balões e as 
onomatopéias são finalizados. Os profissionais trabalham 
com páginas cujo espaço para letras já vem pré-marcado. Um erro muito comum 
para quem está começando é entusiasmar-se demasiadamente e desenhar todo o 
quadrinho antes de decidir o texto que acompanhará a imagem. Quando chega a 
hora de preencher os balões, descobre-se que o espaço é curto. Aí é tarde. 
Planeje, então, o desenho e o texto simultaneamente. O melhor modo de fazer isso 
é checar e rechecar o seu roteiro. 
5. Arte-final 
Como as letras, os demais elementos gráficos recebem a tinta preta, 
cobrindo cuidadosamente os traços a lápis e corrigindo eventuais 
falhas. Você pode optar por usar caneta ou pincel. Para dar efeito de luz 
e sombra, pode-se hachurar ou pontilhar. Nos quadrinhos de autor, o 
arte-finalista e o desenhista são a mesma pessoa.  
6. Cor  
A última etapa antes da impressão do gibi é a 
colorização dos quadrinhos. Os desenhistas 
profissionais vêm usando cada vez mais 
programas gráficos de pintura por microcomputador. Na classe, os alunos 
podem optar entre os lápis de cor, as canetinhas ou outras técnicas de pintura 
Nova Escola On-line - Reportagem de capa Página 1 de 2
http://www.ensino.net/novaescola/111_abr98/html/repcapa5.htm 18/5/2007que já tenham sido trabalhadas em sala de aula.  
Para ler mais
Livros sobre gibis trazem desde análises profissionais até piadas 
sobre super-heróis
Há uma boa bibliografia para quem quiser aprofundar-se no 
estudo dos gibis, conforme você pode conferir abaixo. 
Como Fazer Histórias em Quadrinhos, de Juan Acevedo 
Global Editora, 1990. O autor organizou uma oficina de quadrinhos para crianças e, com 
base nessa experiência, ensina no livro os fundamentos práticos da HQ. Tel. (011) 277-
7999, 22 reais. 
Desvendando os Quadrinhos, de Scott McCloud, Makron Books, 1995. Artista e 
roteirista premiado, McCloud analisa profundamente a estética e a semiologia dos gibis. 
História da História em Quadrinhos (2ª edição), de Álvaro de Moya, Editora 
Brasiliense, 1993. Em 34 artigos, o professor da Escola de Comunicações e Artes da 
USP descreve mais de 160 anos de evolução dos quadrinhos no mundo, desde seus precursores até o 
cenário atual. Tel. (011) 887-8436. 
O Homem no Teto, de Jules Feiffer. Companhia das Letras, 1995. Romance juvenil 
sobre um garoto que sonha ser quadrinista, mas não conta com o apoio dos pais. 
A Linguagem dos Quadrinhos, de Moacy Cirne, Editora Vozes, 1971. Estudo detalhado 
das criações de Mauricio de Sousa e de Ziraldo. 
Quadrinhos e Arte Seqüencial, de Will Eisner, Editora Martins Fontes, 1989. Eisner, 
lenda viva entre os fãs do gênero, disseca a estrutura narrativa das HQs e sugere a 
aplicação dos quadrinhos em outros setores, como a educação. 
Super-herói  Você Ainda Vai Ser Um, de Marcelo Duarte, Companhia das Letrinhas, 
1996. O divertido jornalista revela os segredos dos personagens mais musculosos e 
poderosos dos quadrinhos. 

Fonte:

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