Thursday, August 25, 2011

Cartunista brasileiro retrata a revolução política na Líbia e a crise internaciona


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Os desenhos do carioca Carlos Latuff acompanham os avanços da primavera árabe. Depois do sucesso de suas charges no Egito, adotadas nos protestos nas ruas, o cartunista atende aos pedidos vindos da Líbia, com desenhos que antecipam a queda de Khadafi e imaginam o futuro do país após a mudança.
O cartunista descobriu que poderia ‘participar’ dos protestos árabes à distância. Depois de fazer algumas charges para manifestantes na Tunísia, foi procurado por organizadores do primeiro grande protesto que aconteceria no Cairo, na Praça Tahrir, em 25 de janeiro.
Problemas brasileiros como a violência policial e conflitos no campo também são temas de suas obras. “As pessoas hoje perderam o senso de solidariedade. Quando alguém apoia uma causa que não é dela, muitos desconfiam. O meu princípio é o do internacionalismo, como defendia o Che Guevara. Acredito na solidariedade entre os povos“, afirma Latuff.
Em reação à violência do governo da Síria contra civis, Latuff desenhou o ‘banho de sangue’ do presidente Bashar al-Assad.
O primeiro-ministro britânico David Cameron diz que “tudo está sob controle” na charge, que ironiza a demora das autoridades inglesas para conter os tumultos em Londres.
Diante da fome na Somália, o cartunista questiona qual crise merece atenção prioritária: a financeira ou a humanitária?
É no Egito que seus trabalhos ainda têm mais repercussão. Seu ‘Homem-Aranha’ virou um hit e já pode ser visto em camisetas no Cairo dois dias após ser publicado na internet. É uma homenagem a Ahmed al-Shahat, que escalou o prédio da embaixada de Israel no Cairo e trocou a bandeira israelense pela do Egito, queimando a primeira. Ele protestava contra a morte de cinco militares egípcios em um conflito entre israelenses e palestinos.
Com informações do MSN Notícias.
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