Wednesday, July 13, 2011

Quadrinhista parintinense é o novo roteirista da ‘Turma da Mônica’


O cartunista do jornal A CRÍTICA, Romahs, se torna novo integrante da equipe de Mauricio de Sousa

Manaus, 13 de Julho de 2011

RAFAEL SEIXAS

    Rogério Mascarenhas, conhecido artisticamente como Romahs, é o novo membro da equipe de Maurício de Sousa
    Rogério Mascarenhas, conhecido como Romahs, é o novo membro da equipe de Maurício de Sousa (Evandro Seixas/ Arte de Romahs )
    No ano passado, Rogério Mascarenhas, conhecido artisticamente como Romahs, cartunista de A CRÍTICA, integrou a segunda edição do projeto “MSP 50”, coletânea que fez parte da comemoração do cinquentenário de carreira de Mauricio de Sousa. Este, por sua vez, foi o criador de um dos maiores fenômenos dos quadrinhos: o gibi “Turma da Mônica”. Agora, o parintinense será um dos roteiristas da revistinha, da qual sempre foi fã.
    “Quando participei do ‘MSP 50’ fiquei sabendo que a produtora do Mauricio estava precisando de roteiristas. Naquele ano, no final de fevereiro, mandei uma história do Piteco (personagem da ‘Turma’), que desenvolvi para o ‘MSP 50’, mas que não enviei para a coletânea por não caber em cinco páginas, como foi solicitado. Em junho, o Mauricio deu o parecer dele sobre os trabalhos enviados. Aí, o Sidney Gusman (da área de planejamento editorial da Mauricio de Sousa Produções e que assinou a segunda edição do ‘MSP 50’) me ligou me parabenizando”, contou Romahs.
    PossibilidadesNa nova função, Romahs poderá criar roteiros para todos os personagens da “Turma da Mônica”, desde os protagonistas aos secundários. O quadrinista irá enviar dez histórias na sua primeira leva, explorando o universo de Rolo, Turma da Mata, Cebolinha, Mônica e Magali.
    “Estou apostando numa história do Cebolinha, que envolve a irmã dele, Maria Cebolinha, porque ela tem a mesma idade do meu filho Arthur (1 ano e quatro meses). Fiquei muito à vontade para escrevê-la, pois me baseei muito na observação que faço com o Arthur. Também gosto da Turma da Mata, pois acho maravilhoso trabalhar com bichos como se fossem fábulas. Posso criticar a sociedade, o pensamento humano e político por meio dessa composição literária”, diz.
    RecordaçõesSegundo Romahs, um filme passou na sua cabeça ao saber que teria a oportunidade de influenciar crianças com seus roteiros, assim com aconteceu com ele.
    “Em Parintins, numa época que só tinha uma banca de revista, eu era uma das poucas crianças que eram fascinadas pelas revistinhas da ‘Turma da Mônica’, ‘Tio Patinhas’ e super-heróis da Marvel. É uma relação de consumidor que agora está do outro lado”, relembra.
    “Como outros garotos de Parintins, fui aluno de desenho do irmão Miguel, um religioso italiano, pintor e escultor que iniciou artisticamente todos os artesãos do boi-bumbá. Esse podia ter sido também meu destino, mas me apaixonei na infância pelos quadrinhos e desenhos animados. Isso foi o que me levou para o caminho do cartum, numa ocasião em que os únicos cartunistas do Amazonas pareciam ser Mário Adolfo, Palheta e Miranda. Naquele tempo, era impensável viver de cartum, mas hoje existe um mercado muito amplo para isso. Contudo, pessoas que moram no interior de um Estado e distantes das grandes editoras só conseguem realizar esse sonho graças ao encurtamento que a Internet e os programas de arte dos computadores proporcionaram”, finaliza.
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