Sunday, July 17, 2011

Os quadrinhos estão em alta agora e não existe um projeto tão profundo sobre esses personagens e esses novos filmes


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC


A invasão dos filmes de super-heróis aos cinemas não para. Superproduções têm levado enormes audiências às salas e gerado nova leva de fãs para os personagens. Mas grande parte do público pouco conhece as verdadeiras histórias por trás dos protagonistas, que ganham adaptações após décadas de aventuras nos quadrinhos.
Aproveitando o lançamento dos títulos do gênero nas telonas, o livro "Quadrinhos no Cinema - O Guia Completo dos Super-Heróis" (Generale, 240 páginas, R$ 59,90) serve como manual para que iniciantes tenham noção do universo que estão entrando e traz a iniciados série de informações que talvez nem mesmo os maiores leitores saibam.
A publicação revela as origens, curiosidades, os principais parceiros e aponta as muitas versões de videogames, seriados, animações e outros filmes de Thor, Capitão América, Lanterna Verde e Conan. "Os quadrinhos estão em alta agora e não existe um projeto tão profundo sobre esses personagens e esses novos filmes", afirma o professor de marketing Bruno Zago, um dos autores da obra ao lado de Daniel Lopes e Alexandre Callari.
A ideia do trabalho flui como um grande bate-papo entre apaixonados pelas HQs. Detalhe para o belíssimo acervo de imagens. O destaque da obra são as páginas destinadas a eleger histórias imperdíveis e a classificar momentos vergonhosos dos heróis. São espaços bem pessoais dos amigos escritores que todos os leitores do gênero gostariam de participar e palpitar.
Se o Lanterna Verde controlou o mercado de revistas durante a saga A Noite Mais Densa, deve se esquecer de quando Hal Jordan se tornou o Espectro. O sucesso do arco O Ódio Se Chama Sangue marcou o Capitão América, que conta no currículo com a péssima série Heróis Renascem. Ao ser lembrado pela ótima aventura Filho da Ciméria, Conan também busca apagar da mente o confronto com Wolverine.
Em relação aos filmes, Zago acredita que os estúdios norte-americanos estão realizando um ótimo trabalho nos últimos anos. Ele aponta que os fãs se sentem desrespeitados quando tudo foge do controle. "O que deixa um fã bravo é promover mudanças sem sentido. Se o filme manter a essência da história haverá o apoio do público. Não somos contra mudanças, mas contra absurdos", diz Zago. "Há boas adaptações e bons filmes, mas não são respectivamente as mesmas coisas."
Após figuras de primeiro escalão como Batman, Super-Homem e os X-Men chegarem aos cinemas, é notório que personagens secundários estão ganhando terreno. Para o autor, "o gênero de super-heróis já se enraizou e o público já quer assistir qualquer tipo de produção desse estilo". Mas fica o alerta para Hollywood: "se você começa a usar demais o personagem por vários filmes, pode ser que enjoe." As salas lotarão enquanto ninguém se incomodar e as HQs chegarem às bancas.

No comments: