Tuesday, July 12, 2011

Documentário de Daniel Paiva e Daniel Garcia mostra panorama do desenhista de humor no Brasil com depoimentos de 25 artistas

Lançamento baiano do documentário “Malditos Cartunistas”

O filme “Malditos Cartunistas”, dos ‘Daniéis’ Paiva e Garcia foi uma das grandes atrações da Rio Comicon, maior evento de quadrinhos acontecido no Brasil em 2010. Com filas enormes para se conseguir uma cadeira para ver o filme, a estreia obteve sucesso com a profusão de depoimentos de cartunistas brasileiros sobre sua profissão maldita e, ao mesmo tempo, bem-humorada. Agora é a vez da Bahia poder ver este filme com exclusividade na I Semana do Quadrinho Nacional na Bahia. As inscrições são através do link: http://bit.ly/gDZulg
Segue abaixo um texto sobre o filme, retirado do IG Jovem:

Filme “Malditos Cartunistas” é destaque do segundo dia de Rio Comic Con

Documentário de Daniel Paiva e Daniel Garcia mostra panorama do desenhista de humor no Brasil com depoimentos de 25 artistas

Larissa Drumond, enviada ao Rio de Janeiro
No segundo dia da Rio Comic Con, o filme “Malditos Cartunistas” foi um dos destaques da programação. Com 93 minutos de duração, o documentário dirigido pelos “Daniéis”, Daniel Garcia e Daniel Paiva, mostra um panorama sobre a profissão de desenhista de humor no Brasil desde o Pasquim, nos anos 60, até os dias de hoje. “Nós somos colaboradores da revista Tarja Preta e resolvemos gravar porque queríamos conhecer os artistas, que são nossos ídolos. E não existe nenhum filme parecido que entrevistasse todo mundo”, diz Paiva.
Todo mundo mesmo. De 40 desenhistas, 25 entraram na edição final – entre eles, Allan Sieber, Chiquinha, Fábio Zimbres, Schiavon, Reinaldo, Laerte, Leonardo, Ziraldo, Arnaldo Branco, Jaguar, Guazzelli, Ota, Reinaldo, André Dahmer e mais alguns, que, aliás, estavam sentados na plateia do auditório, assistindo à sessão com seus admiradores. No fim, o filme foi dedicado a Glauco e seu filho, Raoni, assassinados em março deste ano.
Assista ao trailer:
“Malditos Cartunistas” apresenta um depoimento atrás do outro e, mesmo longo, está bem longe de ser cansativo – talvez pela edição bem elaborada e inteligente ou pelo bom humor peculiar dos desenhistas, que facilmente arrancam risadas do público. “Apesar de serem várias pessoas falando sobre o mesmo tema, é um filme muito engraçado. Esses eventos também são bons para encontrar os amigos, como o Arnaldo [Branco] e o Leonardo, que eu não via há uns cinco meses”, conta Allan Sieber, autor dos famosos “Vida de Estagiário” e “Preto no Branco”.
As entrevistas começaram em 2007 e foram finalizadas agora, em 2010. Quase quatro anos de produção – “e ainda falta arrumar o som, alguns detalhes técnicos e acrescentar a animação de abertura”, lembra Paiva. “Foi uma surpresa. Dei a entrevista há tanto tempo que eu até esqueci que tinha participado. Quando lançaram os teasers e o trailer, começou a dar vergonha porque eu não sabia mais o que tinha dito”, conta o quadrinista Fábio Zimbres aos risos.
Reinaldo, renomado cartunista e integrante da trupe do humorístico global “Casseta e Planeta”, também fez parte do time de altíssimo nível presente no filme – e reclamou por algumas falas não terem entrado na edição final. “Entre fazer comédia na televisão e cartoon, é mais difícil dar entrevistas. Eu tento desenvolver algum raciocínio e fico meio sem jeito. Se eu estivesse fantasiado de Osama, talvez fosse mais fácil”, diverte-se. “Desenho de humor é uma linguagem completamente diferente do cinema, da televisão e do teatro; eu gostaria de ter explicado melhor esse ponto de vista”, completa.
Apesar da dificuldade de contatar todos os grandes nomes dos quadrinhos brasileiros, o diretor afirma que a maioria foi bastante receptiva. “O fato de eu e o Daniel Garcia desenharmos ajudou a deixar o papo mais tranquilo e informal”, conta. “Só foi mais complicado com aqueles que não costumam responder e-mail e com Maurício de Sousa, que reserva um dia apenas para dar entrevistas”, revela.
Arnaldo Branco, conhecido pelas tirinhas da série “Mundinho Animal” e pelos personagens “Capitão Presença” e “Joe Pimp”, também compartilhou sua visão sobre o universo da HQ e suas experiências. “Quando recebi o convite, achei que fosse para um trabalho de faculdade, mas vi que o projeto cresceu e mudou de figura”, confessa. “De repente, eu me vejo com Ziraldo e Maurício de Sousa. É maravilhoso, adorei”, acrescenta.

Orçamento

Desprendidos e com a desculpa de “querer conhecer os ídolos”, Daniel Paiva não faz a mínima ideia de quanto gastou para que a película virasse realidade. “Usamos o nosso próprio dinheiro, pegamos as câmeras emprestadas e pagamos nossas passagens. Mas tivemos apoio da nossa produtora, principalmente para ir a São Paulo, onde a maioria das entrevistas foi realizada”, conta. O plano agora é concluir a edição e inscrevê-lo em festivais de cinema. “Lançamos primeiro na Rio Comic Con porque é o nosso público alvo e os próprios cartunistas puderam ver juntos”, afirma o diretor, sem cortes.

Alguns excertos do filme:

Laerte
Schiavon
Marcatti
Ota
Mutarelli
André Dahmer

Fonte:

No comments: