Tuesday, June 21, 2011

Super-Herói: O Filme * Crítica



15042008
 Comédia sem graça
Lembro quando, ainda criança, entrando na adolescência, assisti a ”Top Secret”, um dos primeiros filmes besteirol já feitos. Eu ri de a mandíbula doer. Também me recordo de assistir a ”Apertem os cintos, o piloto sumiu”, pioneiro nas paródias de outros filmes. Era algo inédito, novo, incomum…e hilário. Os anos se passaram, vieram ”Apertem os cintos” 2, 3, 4… 68…122, depois ”Todo mundo em pânico” 1, 2, 3, 4…68…122…e, honestamente, a fórmula esgotou. O último que vi do gênero foi…como era mesmo o nome? Era algo que parodiava ”As crônicas de Nárnia”. Bem, não lembro, de tão irrelevante que era – e, sinceramente, não importa. Agora, para meu espanto, chega aos cinemas ”Super-Herói: O Filme”, com as mesmíssimas fórmulas requentadas dos seus antecessores.
É claro que as vítimas da vez são os filmes de super-heróis, principalmente ”Homem-Aranha”. Um menino impopular é picado por uma libélula radioativa e ganha superpoderes. Aí ele começa a lutar contra o vilão, tem que conquistar a mocinha, blá blá blá e tudo o que você já sabe. O filme é uma comédia. Ou deveria ser. Fato é que eu não dei um único riso durante a exibição. As piadas são daquele tipo tradicional feito para adolescentes bobocas: muitos palavrões, toneladas de referências sexuais e…puns. Muuuuitos puns. Não sei o que há de tão engraçado assim em gases, mas os produtores de “Super-Herói: O Filme” devem achar a coisa mais divertida do mundo.
Na falta de talento, os roteiristas apelaram para as velhas fórmulas. Fizeram como roteiristas de programas como ”Zorra Total”, que não conseguem escrever humor inteligente e por isso apelam para mulheres seminuas e piadas escatológicas. Mas em ”Super-Herói: O Filme”, o exagero descambou para a ofensa, como quando ridicularizam deficientes físicos.
A verdade simples é: esta é uma comédia que não tem nenhuma graça.
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