Thursday, June 16, 2011

Quadrinhos e quadrinhos nas escolas


Por Diogo Mendes

Adaptações de obras literárias para os quadrinhos, direcionadas para à educação, vem tornando um campo promissor no país 



Para o incentivo de leitores infanto-juvenis nas escolas, toda maneira de convencimento é válida. Sendo assim, adaptar livros para os quadrinhos com criatividade, diversidade e arte torna-se um desafio. Desde a década de 40 e 50 editoras pioneiras, se destacam neste campo. Entretanto, a expansão desse nicho, nas escolas, só acontece a partir do ano 2000 com edições de clássicos do modernismo brasileiro como “ O Triste Fim de Policarpo Quaresma ”, adaptado pelos gaúchos Flávio Braga e Edgar Vasques.

Os quadrinhos, como opção de leitura vem alcançando status e perdendo o papel secundário nas livrarias.“ Enfatizo que quadrinhos não é somente um trampolim para a leitura e, sim, uma opção de leitura ”, afirma Eloyr Pacheco, quadrinista e coordenador da Associação de Quadrinistas de Londrina.
A escola em que Marina Frank Almeida, 13 anos, estuda tem um espaço para incentivar esse estímulo. “ Toda criança deveria ler ”, disse. Lucas Rodrigues Muniz de Oliveira, 12 anos, não costuma ler. Para ele à escola em que estuda, os professores não levam os quadrinhos, com devida frequência às aulas. “ Só na quarta-série tive contato com os gibis”, disse ele.
O professor de português do ensino fundamental e médio Wagner Ferraz, utiliza os quadrinhos em sala de aula. Ele reflete, que são interessantes os quadrinhos, pois atraem os jovens.“ Diria que o trabalho é mais lúdico, e não mais fácil. O aluno consegue captar melhor as informações, os elementos da narrativa e "visualizar" os personagens com seus formatos variados ”, afirma o professor.

Inclusão


Waldomiro Neto, professor do curso de Desenho Industrial da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), pensa que além de ser uma ferramenta maravilhosa. A história em quadrinhos tem como principal característica, contar a mesma história, mas com uma verbalização diferente.“ Com o quadrinho é possível atingir novos públicos, inserir novas pessoas à leitura”, completa.
A leitura de quadrinhos, assim como a leitura convencional pode levar à reflexão e ao autoconhecimento.“O trabalho de adaptação é um trabalho generoso, custoso e bonito”, considera a poeta carioca radicada em Londrina, Beatriz Bajo.
De acordo com alguns especialistas, como Lielson Zeni, mestre em estudos Literários da Universidade Federal do Paraná e autor do trabalho acadêmico “ A Metamorfose da Linguagem : Análise de Kafka em Quadrinhos ”, não existe uma fórmula que garanta condições de uma boa adaptação.

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