Wednesday, June 1, 2011


Os super-heróis que conquistam e educam

Saiba a relação entre os cientistas malucos, os poderes mágicos e o papel educativo por trás das HQs

O que vem à sua cabeça quando você pensa em quadrinhos? Os gibis engraçados da infância, os que seus pais colecionavam na infância deles? É, pode até ser, mas muitos deles podem ser associados a outro tema: ciência. É por meio de muitas dessas historinhas aparentemente inocentes, como as de super-heróis, que pequenos começam a se interessar por assuntos científicos e estabelecem os primeiros contatos com o meio.

O assunto, que a princípio parece “historinha para fazer dormir”, hoje é objeto de estudo em universidades e trabalho para muitos admiradores. O professor e coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo (USP), Waldomiro Vergueiro, declara-se fã de HQ desde criança, tornando-se posteriormente colecionador. “Ao entrar na Universidade, senti que poderia também me dedicar a estudar o assunto e comecei a fazer isso de forma descompromissada. Ingressei na docência e aos poucos encontrei colegas que partilhavam o mesmo interesse de pesquisa que eu e fui conseguindo, com o tempo, formar um grupo de pesquisa respeitado”, revela.

Para Vergueiro, mesmo as obras com caráter mais mercadológico são capazes de contribuir para a formação científica da criança. “Temos que ter bem claro que não existem quadrinhos inocentes. Todos eles, por mais simples e aparentemente desinteressados, transmitem uma mensagem ao leitor, que pode transformar a forma como este vê o mundo e se relaciona com ele. O fato de um quadrinho ter objetivos comerciais não o torna, apenas por isso, menos importante no que diz respeito à influência que pode exercer nos leitores”, afirma. Dessa forma, torna-se possível que o interesse pela ciência seja despertado por produções comerciais, mesmo quando essa idéia nem tenha passado pela mente de seu criador.

Um exemplo disso é o que aconteceu com o professor do Centro Universitário Metropolitano de São Paulo, Gazy Andraus. No caso de Andraus, o interesse em trabalhar com quadrinhos surgiu enquanto cursava Artes. “Comecei a analisar alguns quadrinhos de uma maneira um pouco mais metódica, tentando demonstrar a importância que tinham. Isso eu já prenunciava quando adolescente, pois queria que os outros vissem o valor que havia nas HQs, mas que não percebiam. Principalmente quando eu lia Batman, em que muitas aventuras tinham tons científicos”, completa.

Fonte:

http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/projetos/revista/index.php/fic-ciencia/64-os-super-herois-que-conquistam-e-educam


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