Saturday, June 25, 2011

Dia Nacional da História em Quadrinhos



Parte 1 – Contextualizando a data
Breve histórico das Histórias em quadrinhos no mundo
Desde a pré-história, o homem documenta suas realizações através de imagens que eram pintadas dentro de cavernas. Essas imagens relatavam, principalmente, as caçadas.

No antigo Egito, a primeira forma de escrita também era através de desenhos, os hieróglifos, que retratavam a vida do faraó, cerimônias religiosas e guerras. Mais adiante na história das civilizações, os gregos pintaram imagens da olimpíadas em vasos e louças
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Assim surgiu a narrativa através da imagem. Uma imagem dava continuidade à imagem anterior, possibilitando que uma história fosse contada.               
Esses fatos atestam a importância das imagens para os homens, pois antes das gravuras, os fatos importantes eram transmitidos oralmente de geração em geração em forma de música ou narrativa. As gravuras possibilitaram a documentação desses fatos e o surgimento da língua escrita.
As primeiras histórias em quadrinhos (HQs) surgiram com a “Literatura de Estampa”, elaborada nas tapeçarias, vitrais, estandartes... Contudo, os gibis como conhecemos hoje, só surgiram no século XVIII, na Europa com publicações como “Imagem de Epinal” que apresentava contos infantis com imagens narradas em vinhetas.
Breve histórico das Histórias em quadrinhos no Brasil
A primeira história em quadrinhos no Brasil é atribuída ao italiano naturalizado brasileiro Ângelo Agostini, criador das “Aventuras do Nhô Quim” em 1869.  Essas historinhas com um personagem fixo, o Zé Caipora, eram publicadas na Revista da Vida Fluminense, no Rio de Janeiro, e fazia duras criticas à monarquia da época.
Daí em diante, surgiram inúmeras tirinhas em jornais até chegarmos na maior publicação brasileira desse tipo, a Turma da Mônica criada pelo cartunista Maurício de Souza.
A primeira publicação das “Aventuras do Nhô Quim” data do dia 30/01/1869, por isso a data nacional da comemoração desse tipo de publicação que encanta crianças, jovens e adultos é o dia 30 de janeiro.

Características e elaboração das HQs
A principal característica das Histórias em quadrinhos é o tripé ILUSTRAÇÃO| TEXTO | SEQUÊNCIA, diferenciando-se das fotonovelas que, ao invés de ilustrações, contavam com imagens fotográficas.
Outra característica que diferencia as HQs de outras publicações são as onomatopéias, que são palavras ou fonemas que imitam sons. Quantas vezes vemos um soco representado pela palavra POW, uma explosão representado pela palavra BUMMM ou uma ovelha pela palavra MÉÉÉ.
Outra peculiaridade a ser notada são os balões. Para melhor expressar os personagens, os balões que contém os textos podem mudar de formato para expressar raiva ou gritos, pensamentos ou fala simples.
Para a elaboração de uma HQ, precisa-se primeiro de um personagem ou personagens. Em seguida, deve-se criar um roteiro da história, já com o texto de cada quadrinho. Com o roteiro em mãos, devemos escolher a imagem que melhor representa o texto de cada quadrinho para, em fim, desenhá-los.
Parte 2 – Atividade em Sala de Aula
Para a primeira parte da atividade, contextualize a data e conte sobre a história das HQs. Explique as diferenças entre as histórias em quadrinhos e outras publicações.
Trabalhe com diversas formas de publicação: livros, revistas, jornais e Gibis. Mostre para as crianças para que elas notem as diferenças de forma visual, pois será mais fácil para que elas realmente “vejam” as diferenças. Explique a representação dos sons por palavras (onomatopéias) para que possamos seguir para a próxima etapa.
Para  ajudar na explanação, elaboramos uma tabela ilustrada que ajudará as crianças a compreenderem a relação entre os sons e as imagens e perceberem que utilizam esse recurso frequentemente. Recomendamos que imprima algumas cópias para distribuir em sala de aula.
Clique aqui para baixar a tabela de onomatopéias!
Na sequência, proponha uma brincadeira chamada “Jogo da Onomatopéia”
Dinâmica do Jogo: Todos os alunos participarão, 4 de cada vez, em duas duplas. A primeira dupla deverá representar uma cena. A segunda dupla deverá dublar a dupla que representa enquanto a cena acontece. Para isso, a dupla de dublagem não poderá usar palavras, apenas sons.
Exemplo: Um membro da dupla que representa, simula alguém tocando a campainha. Os dubladores farão TRIMMMM. O outro membro abre a porta – NHÉEEEEEEE... e assim por diante. Ao terminar a cena (máximo de 3 minutos por cena) troque o lugar das duplas. Ao termino, troque o quarteto e repita o processo.
Nessa brincadeira as crianças irão aprender o que é a onomatopéia, exercitar sua comunicação através dos sons e não das palavras, adquirir repertório e desenvolver a criatividade. Ah, sem esquecer que irão se divertir aprendendo, o que é muito importante!
Quando realizar a atividade, pode nos enviar seu comentário ou nos contar sua experiência através do e-mail clubinhofaber@futuro.usp.br!
Bom Trabalho e divirtam-se!
A tabela de onomatopéias foi elaborada com imagens royalty free.
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