Tuesday, June 28, 2011

Cientistas decifram segredo da Mona Lisa


Sombreado no rosto do quadro mais famoso de Leonardo Da Vinci foi criado utilizando diferentes pigmentos em aplicações micrométricas de engobe

28/07/2010 | Enviar | Imprimir | Comentários: 2 | A A A
Comandados por Philippe Walter, cientistas do Museu do Louvre tentaram decifrar o segredo das sombras no rosto da Mona Lisa – o mais famoso quadro do pintor Leonardo da Vinci – utilizando uma técnica chamada de fluorescência raio-x, que pode revelar detalhes sobre a grossura e a composição química das pinceladas sem danificar as obras. A análise revelou que o artista inicialmente pintou os tons básicos da pele e em seguida aplicou engobe – uma mistura de argila líquida, óxidos e outros componentes – sobre o quadro, em pinceladas de espessura micrométrica. O engobe, normalmente transparente, teve a adição de pigmentos como manganês e óxidos de chumbo que deu o famoso sombreado ao rosto.
Um estudo científico sobre o sombreado de da Vinci foi publicado no jornal “Angewandte Chemie International Edition”, mostrando que o artista era seletivo quanto às misturas de pigmentos no engobe. No quadro “A Virgem e o menino com Santa Ana”, os pigmentos do rosto da virgem diferem dos do menino. Da Vinci pode ter escolhido diferentes combinações com o engobe propositalmente, ou pode ter feito alterações à medida que seus gostos mudavam, ao longo dos anos.
Poucos dos turistas que passeiam pelo museu estão cientes de que abaixo deles estão 60 cientistas, um acelerador de partículas e muito equipamento de pesquisa dedicado a desvendar segredos das vastas coleções dos museus franceses no Centro de Pesquisas e Restauração dos Museus Franceses. No entanto, o Ministério da Cultura anunciou que pretende mudar o Centro e os depósitos do Louvre para Cergy-Pontoise, a 50 quilômetros de Paris. A decisão não foi bem recebida pela equipe, que criou um blog para protestar contra a mudança.
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