Thursday, June 9, 2011

Alunos protestam por reformas no Instituto de Artes IdA/UnB

Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência

Alunos protestam por reformas no Instituto de Artes

Estudantes querem transferência imediata do Desenho Industrial para o ICC e reforma dos prédios das Artes Cênicas e Visuais. Lista inclui mais seis reivindicações
Ana Lúcia Moura - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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“Reforma o prédio, avalia a estrutura, dedetiza o IdA”. Foram com essas frases, repetidas sucessivamente, em uma melodia grave, bem afinada e ensaiada, que um grupo de estudantes do Instituto de Artes (IdA) da Universidade de Brasília subiu a rampa do Prédio da Reitoria nesta quarta-feira, 8 de junho. Em carta entregue ao prefeito dos campi Paulo César Marques, 20 alunos pediram a transferência imediata do Departamento de Desenho Industrial para uma sede provisória no Instituto Central de Ciências (ICC) e reforma do sistema de drenagem do Departamento de Artes Cênicas. Eles querem ainda avaliação geral de todas as áreas da unidade acadêmica, dedetização dos prédios, avaliação biológica e criação de um sistema de controle de mofo no teatro Helena Barcelos e na Galeria Espaço Piloto, além de mais iluminação e manutenção dos banheiros.

“Vivemos sob falhas elétricas, hidráulicas e uma estrutura caindo aos pedaços”, afirmou Túlio Starling, representante do CA de Artes Cênicas. “A saúde dos técnicos, professores e estudantes é arriscada a cada dia pelo mofo e também por escorpiões, morcegos e outros insetos que só estão ali por falta de cuidado. “Chegou a hora de entender que o IdA não vive só de inspiração. Queremos respeito”, enfatizou.

Os estudantes subiram a rampa depois de uma performance no térreo do prédio. A encenação mostrou os perigos e as dificuldades geradas pela falta de manutenção. Criada para dar voz ao movimento, chamado Arruma o Ida, a performance será repetida no campus Darcy Ribeiro uma vez por semana até o final do semestre letivo. "Vamos usar nossa arte para mobilizar a universidade", disse Túlio.

Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência

REFORMA – Paulo César Marques admite que a situação do IdA é grave. “O prédio tem problemas que vêm da construção e que demandam uma reforma grande”, afirma. Ele explica que o mofo, por exemplo, resulta de um problema estrutural. “O Departamento de Artes Cênicas tem uma infiltração permanente, que exige a retirada diária da água por uma bomba elétrica. Quando o equipamento pifa ou para por falta de energia elétrica, a água entra e o ambiente fica insalubre”, afirma.

Foi o que aconteceu na noite de terça para quarta-feira desta semana, quando, segundo o prefeito, a bomba quebrou. “Fiquei com meu laboratório inundado”, conta a diretora do IdA, Izabela Brochado. Segundo ela, o teatro Helena Barcelos é uma das áreas mais prejudicadas pelas infiltrações e deficiências da rede elétrica. “São tantas as dificuldades que estamos avaliando se vamos abrir o teatro ao público no próximo semestre”, afirma. Além dos problemas estruturais, ela enumera ainda outras dificuldades, como falta de isolamento acústico no Departamento de Artes Cênicas e banheiros insuficientes nas Artes Visuais. “Temos 420 alunos e apenas dois banheiros funcionando. Isso não é viável”, reclama.

Em reuniões da direção do IdA com o reitor e o prefeito nas duas últimas semanas, foram acordadas algumas ações para melhorar a estrutura dos departamentos. Uma delas foi realização de um estudo urgente para verificar as condições de funcionamento do Departamento de Artes Cênicas. "O problema é que os técnicos da prefeitura ainda não apareceram para começar o trabalho", desabafa a diretora do IdA.

Foram acordadas também a transferência provisória do Departamento de Desenho Industrial para o ICC e a execução do projeto de construção do Centro Integrado de Pesquisa em Artes, bloco para onde seriam transferidos todos os programas de pós-graduação do IdA. Os recursos para o Centro, no valor de R$ 1,5 milhão, foram assegurados pela Comissão de Obras. "Sabemos da urgência e vamos fazer o possível para garantir o mínimo aos professores e estudantes", assegura Paulo César.

Fonte:

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5202

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