Tuesday, August 24, 2010

O fantástico mundo das histórias em quadrinhos em Brasília


Lazer no mundo dos quadrinhos

Naira Trindade
Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 8/1/10

À esquerda, a pequena Luana Caeiro Fujishima exibe uma coleção de revistas da Turma da Mônica, suas preferidas. Personagens de Mauricio de Souza, no geral, são os mais procurados, com destaque também no cinema (acima)

Para quem não vai sair de Brasília durante o período de recesso escolar e tem todo esse tempo disponível, uma das boas dicas que a cidade oferece está nas páginas das revistas infanto-juvenis das bibliotecas. É diversão gratuita, que contempla tanto crian

O fantástico mundo das histórias em quadrinhos encanta os amantes de gibis. Na prateleira, os encartes do Homem-Aranha trazem envolventes fantasias de um super-herói que detinha forças superespeciais. Para os mais românticos, a Turma da Mônica traz diversão garantida com as provocações entre a dona da rua e Cebolinha, Cascão e Magali. Ao lado, Hulk(1) — o cientista Robert Bruce Banner, que se envolveu em uma experiência genética e teve a cor da pele modificada — mostra nas revistas que está longe de ser uma ameaça ao planeta. Em emocionantes ações descritas e ilustradas nos quadrinhos, ele usa sua força para destruir povos maus. São milhares de revistas espalhadas em diversas gibitecas de acesso gratuito do Distrito Federal. Todas à espera de quem está de férias, não vai sair da cidade e tem tempo de sobra para se deliciar com a leitura.

No DF, os espaços voltados a livros deixaram de ser apenas despensas de acervos literários ou didáticos. Muitas bibliotecas destinam um local especial aos gibis, que atraem não só crianças, mas adultos e colecionadores. “Não existe um perfil de leitores que frequentam a gibiteca. Vejo pessoas de 80 a 5 anos por aqui”, explica a funcionária pública responsável pela gibiteca do Espaço Cultural da 508 Sul, Zenaide Lustosa Elvas Nogueira. Neste período de férias escolares, a biblioteca de quadrinhos está mais reservada, com menor fluxo de leitores. E tamanha tranquilidade serve de atrativo para aqueles que preferem um ambiente reservado, tranquilo, sem barulho ou inquietação.

Em poucos minutos, diante do livro da Turma da Mônica, Luana Caeiro Fujishima, 7 anos, devora as histórias. Após ler uma a uma e dar a entender que a entrevista atrapalhava a concentrada leitura, ela abandona a já lida revista e troca de exemplar. A agilidade da menina no trato com as letras impressiona. “Ela já ganhou prêmio na escola de aluna que mais leu durante o ano”, conta o irmão de 16 anos, Michael Caeiro Fujishima, que, entusiasmado, acompanhava a irmã na visita à gibiteca da 508 Sul. “Ganhei uma caixa de livros em formato de cachorro”, descreve a inteligente menina. “Nesta época, eu pegava dois livros a cada vez que visitava a biblioteca da escola”, conta. Perguntada sobre a frequência dessa visita, a menina s urpreende: “Eu ia à biblioteca toda semana”.

A leitura preferida da moradora do Guará é Turma da Mônica. O irmão dela prefere os heróis, como o Demolidor, que, destemido e ousado, se tornou amigo do Homem-Aranha e foi um dos poucos a conhecer a sua real identidade de Petter Parker. “Minha mãe, Judite, sempre nos incentivou a ler”, conta o jovem, que cursa o 2º ano do ensino médio e também adora assistir a filmes de super-heróis.

Acervo

Formadas por doações e compras, as bibliotecas de quadrinhos colecionam e conservam edições, das mais antigas as mais novas. “Recebemos, limpamos, colamos e catalogamos as edições”, explica Zenaide Lustosa. Visivelmente atrativos, com poltronas confortáveis, esses espaços — voltados ao lazer e ao aprendizado — somam exemplares de estilos variados, do infantil ao erótico, e em diversos idiomas. Alguns colecionadores às vezes vão atrás de edições raras. No acervo, as revistas mais procuradas são aquelas sobre heróis e os mangás (gibis japoneses). “Os mangás precisam de muito cuidado no manuseio, por serem prensados com colas nas laterais. Os adolescentes querem fazer cópia e abri-los e temos que orientá-los de que isso estraga o livro”, explica.

Na Biblioteca Demonstrativa de Brasília, o pontapé inicial para a coleção de gibis foi quando um leitor resolveu doar 4 mil exemplares à Gibiteca Jô Oliveira — nome do jornalista, escritor e ilustrador pernambucano de Itamaracá premiado no mundo inteiro. Perto dali, na gibiteca da 508 Sul, há ainda um acervo não estimado de exemplares encaixotados. “São doações que recebemos e não temos como catalogar. Precisamos de uns seis bibliotecários para conseguir, em uma semana, colocar em dia todo o trabalho atrasado”, conta.

Do cinza ao verde

Originalmente, a cor do personagem era cinza, mas, por problemas na hora da impressão dos quadrinhos (a gráfica não conseguia acertar a tonalidade), ele apareceu num tom esverdeado, fazendo com que o Hulk passasse a ser o “Gigante Esmeralda”.

Fonte:
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=8112

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